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"Copa América é dispensável", diz Mauro sobre jogos de seleções na pandemia

Do UOL, em Santos (SP)

30/03/2021 14h11

Classificação e Jogos

Mauro Cezar considera 'absurda' a realização da Copa América neste ano, em meio à pandemia. Na última edição do "Fala, Maurão", o colunista do UOL Esporte faz essa ressalva ao analisar os tropeços de França, Espanha e Portugal em apenas duas rodadas de eliminatórias europeias e diz que não deveria haver tantos jogos de seleções no atual cenário do futebol mundial.

"Temos que entender que esse é um momento de transição, pandemia, jogos sem público, muita coisa acontecendo. Acho muito precoce qualquer avaliação sobre o potencial dessas seleções europeias nesse momento, jogando futebol nessas circunstâncias", diz.

"A exemplo do que acontece no Brasil com a tentativa de continuar jogando para que os clubes possam faturar e honrar seus compromissos, na Europa não é diferente. O que eu questiono é a quantidade de jogos de seleções. Alguns casos poderiam ter sido enxugados ou até eliminados, como é um absurdo acontecer a Copa América nesse ano, totalmente dispensável", acrescenta a partir dos 8m52s do vídeo.

Favoritas em seus grupos, as seleções de França, Portugal e Espanha já tropeçaram nas eliminatórias. A atual campeã mundial empatou em casa com a Ucrânia (1 a 1) logo na estreia, assim como a Furia, que ficou no 1 a 1 com a Grécia. Já o time de Cristiano Ronaldo tropeçou na segunda rodada: empatou por 2 a 2 com a Sérvia fora de casa, no último sábado.

Para Mauro, a análise ainda é precoce: "É cedo ainda, temos que aguardar mais para ver quem vai se apresentar melhor, até com mais jogos, com seleções mais desafiadoras. Eventualmente, algumas seleções pegaram adversários mais fracos, outras pegaram mais fortes. Quando você tiver algumas rodadas, já vai haver um retrato mais claro".

"Nessa pandemia, tudo tem que ser relativizado. Não é um cenário normal e, é claro, isso pode provocar algumas distorções na avaliação. Vamos aguardar um pouco ainda para ter uma noção mais clara de quem será mais competitivo mirando a Copa do ano que vem, no final de 2022, se é que vai acontecer", completou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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