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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Arnaldo: Méritos de Abel Braga ficam ainda maiores se compará-lo aos rivais

Do UOL, em São Paulo

25/01/2021 17h52

Classificação e Jogos

A seis jogos do fim do Campeonato Brasileiro, o Internacional abriu quatro pontos de vantagem para o São Paulo, vice-líder, com uma distância ainda maior para Flamengo, Atlético-MG, Palmeiras e Grêmio. O time que oscilou após perder o técnico argentino Eduardo Coudet para o Celta de Vigo, se recupera sob o comando de Abel Braga, que também busca o título que pode ser a sua volta por cima após momentos ruins nas passagens por Flamengo, Cruzeiro e Vasco, entre 2019 e 2020.

No podcast Posse de Bola #94, Arnaldo Ribeiro afirma que o técnico do Inter tem méritos por ter entendido o contexto da temporada e a necessidade do clube, levando vantagem em comparação ao que fizeram Fernando Diniz, Rogério Ceni, Jorge Sampaoli, Renato Portaluppi e Abel Ferreira até aqui na competição.

"Os méritos dele ficam ainda maiores se a gente comparar com os adversários dele. Todos os adversários que postularam esse campeonato, porque o campeonato está indo, enfim, para um time que tem merecido, todos os outros cinco adversários, cinco técnicos adversários tiveram mais condições que o Abel para ganhar esse campeonato", afirma Arnaldo.

"O Rogério Ceni tem o melhor elenco do Brasil e não conseguiu melhorar o Flamengo, o Fernando Diniz tem 16 meses de trabalho e permanece no mesmo estágio, na mesma situação e não consegue fazer o São Paulo competitivo, o Sampaoli teve só o brasileiro e o cheque em branco para formar o time, e não conseguiu comandar o campeonato em nenhum momento. O Abel Ferreira no Palmeiras até pensou que dava para abraçar três frentes e começou a desistir desde o jogo com o Flamengo, não vai dar, só as copas", completa.

O jornalista afirma que a própria reação de Renato Portaluppi após perder a invencibilidade no Gre-Nal e na temporada, com a virada de ontem (24) no Beira-Rio, é um sinal de que o treinador gremista percebeu o que o Inter está perto de conseguir sob o comando de Abel Braga: o título brasileiro que não vence desde 1979.

"O Renato Portaluppi, que tem o trabalho mais longevo do país, nunca esteve perto de conquistar o título nacional, seja por opção, seja por estratégia. E dá para entender o desesperozinho do Renato agora, porque o Grêmio nunca foi campeão brasileiro nos pontos corridos também, isso é uma questão para um clube gaúcho raríssima e o Abel entendeu a oportunidade que existia, todos os seus outros colegas não entenderam a oportunidade única que existia. Um campeonato sem um bicho-papão", afirma Arnaldo.

"Quando ele [Abel] sentiu a possibilidade de ganhar o campeonato, a mobilização, a atenção a cada partida, a cada adversário, a cada disputa de bola, a cada detalhe, é um banho nos rivais, é um banho. E não é um banho tático, modernismo ou legado para o futebol. O legado que ele vai deixar no Internacional provavelmente é um troféu de campeão brasileiro que o Inter não tem desde 1979, esse legado é sagrado, é isso o que é importante para o clube que ele defende. Para o futebol no geral, a gente pode discutir mil coisas, para o clube que ele defende o mais importante é o caneco", completa.

Para Arnaldo, assim como Renato Portaluppi tem uma estátua como homenagem pelos serviços prestados no Grêmio, no caso de um título brasileiro para o Inter, Abel Braga seria merecedor de uma estátua, lembrando que ele já havia levado o clube colorado aos títulos da Libertadores e Mundial, em 2006.

"Sendo campeão brasileiro, não duvido que a diretoria do Inter faça uma estátua também do Abel no Beira-Rio. Por que não? Um cara que pode tirar o Inter de uma fila de títulos nacionais que não vêm desde 1979. O técnico do Inter era o Ênio Andrade, o Inter não é campeão brasileiro desde a turma do Falcão, gente, não é qualquer coisa, 1979. É um feito absurdo", conclui.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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