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Atlético-MG: "xadrez" define Coelho como nome de consenso para presidência

Sérgio Coelho se reuniu com conselheiros antes de inscrever chapa para eleição no Galo - Reprodução
Sérgio Coelho se reuniu com conselheiros antes de inscrever chapa para eleição no Galo Imagem: Reprodução

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

29/11/2020 04h00

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Peças importantes movimentaram bastante o tabuleiro político do Atlético-MG para formatarem o novo cenário eleitoral no clube. Nas últimas semanas, muita coisa aconteceu até que o nome de consenso, o do empresário Sérgio Coelho, fosse oficializado como a alternativa única para a eleição presidencial no Galo, em 11 de dezembro. Reuniões entre Coelho, investidores e conselheiros destacados foram "costuradas" — e realizadas — antes da efetiva inscrição do empresário como candidato à presidência.

Nesses encontros o futuro presidente atleticano apresentou suas propostas e ideias de governança, tanto administrativas quanto no departamento de futebol. Apoiado pela ala que comanda o clube atualmente, principalmente o "quarteto de erres", que inclui os mecenas Rubens Menin, seu filho Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador, Coelho é o cabeça da única chapa inscrita para o pleito, a "Galo Sempre Forte". Ao lado dele está o advogado José Murilo Procópio, o vice.

E é justamente esse apoio financeiro dos empresários que Sérgio Coelho destacou em mensagem gravada nos últimos dias.

"Eu não poderia deixar de contar com o apoio financeiro do chamado grupo dos quatro 'Rs': Rubens Menin, Ricardo Guimarães, Renato Salvador e Rafael Menin. A quem faço publicamente o meu eterno agradecimento. Além de serem parceiros financeiros fundamentais, esses quatro têm contribuído de forma determinante para a profissionalização e a adoção das melhores práticas de governança do nosso clube. É isso que nos garantirá um futuro ainda mais promissor", disse.

Sérgio Coelho e José Murilo Procópio fizeram a inscrição da chapa para a eleição no dia 26 de novembro, data-limite para registro de concorrentes. A dupla foi a única a manifestar oficialmente o interesse em dirigir o Galo no triênio 2021/2023. Muito, também, pelos esforços de Guimarães, Salvador e dos Menin.

O próprio Rubens Menin destacou em postagem no Twitter que o momento para o Atlético-MG é de pacificação.

"Grande notícia pra massa atleticana: chapa única para presidência do Atlético no triênio 21/23: Sérgio Coelho e José Murilo. Atlético pacificado, receita certa para futuro melhor", publicou na quinta-feira passada.

Os conselheiros atleticanos trabalharam nos bastidores para evitar disputas eleitorais que pudessem atrapalhar os planos dos próprios mecenas, que já investiram aproximadamente R$ 200 milhões no clube. O valor chegou aos cofres do Galo como um empréstimo sem incidência de juros para contratações de jogadores e mudanças exponenciais no departamento de futebol.

Para isso, auditorias foram realizadas no Atlético-MG no intuito de identificar falhas administrativas e corrigi-las, pensando em tornar o Galo mais forte no futuro.

"Por fim, afirmo que terei tolerância zero com a falta de honestidade e a falta de lealdade. Quero convocar todos vocês, da torcida mais apaixonada do país, para caminharmos juntos, torcida, time e diretoria, porque é dessa forma que conseguiremos colocar o Galo entre as potência do futebol", finalizou Sérgio Coelho, que já recebeu também o apoio da maior organizada do clube, a Galoucura.

Sérgio Coelho será aclamado como novo presidente do Atlético-MG em cerimônia no Clube Labareda, sede social do Galo, localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

O Conselho Deliberativo atleticano, responsável pela eleição do candidato único, é formado por 378 conselheiros - nove estão licenciados. Para alcançar o cargo máximo no Galo, Sérgio Coelho precisará de pelo menos 185 votos.

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