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Fla e Flu veem rivalidade explodir após jogos duros e guerra nos bastidores

Arrascaeta, do Flamengo, domina a bola cercado por jogadores do Fluminense - Alexandre Vidal/Flamengo
Arrascaeta, do Flamengo, domina a bola cercado por jogadores do Fluminense Imagem: Alexandre Vidal/Flamengo

Caio Blois e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/07/2020 04h00

Classificação e Jogos

Rivais históricos, Flamengo e Fluminense se preparam para o terceiro e último capítulo de uma trilogia recente envolvendo o título do Carioca. Se as equipes já se opunham nos bastidores e ampliavam seu antagonismo, o clima em campo fez explodir uma rivalidade que andava meio morna no Rio de Janeiro.

Ante as questões que envolveram o retorno da competição e que colocaram os rivais em lados opostos das decisões, as equipes entraram em campo para decidir a Taça Rio. A vitória tricolor (nos pênaltis) jogou por terra o favoritismo rubro-negro e forçou a realização de mais dois jogos decisivos. Na final do turno, provocações, hostilidades e um ambiente carregado cercaram o triunfo do Flu.

No segundo round, os rubro-negros entraram mais mordidos, mas encararam um adversário que dificultou demais a tarefa. O jogo que terminou com vitória rubro-negra por 2 a 1 foi truncado de parte a parte e a expulsão de Gabigol acendeu o pavio. Na saída do campo, o técnico do Flu, Odair Hellmann, discutiu com o auxiliar flamenguista João de Deus e o tempo fechou.

"Da outra vez, eles [Flamengo] reclamaram dos acréscimos, hoje eu comentei. Aí, teve um desrespeito de membro da comissão técnica deles [João de Deus]. O Diego me pediu para ter calma, mas disse que ele iria me respeitar. Que ele tenha respeito da próxima vez, não fica bacana para o esporte e para o grande jogo que foi", disse Odair à FluTV.

Os ânimos acirrados podem ser notados desde a última quarta-feira (8). No empate por 1 a 1, o lateral direito Rafinha foi um dos que mais provocou os tricolores. No primeiro tempo, ao passar no banco, reclamou de dribles de Marcos Paulo e trocou xingamentos com Orinho, o que se repetiria em alguns outros momentos. Na hora das penalidades, mais provocações de ambos os lados. Curiosamente, o camisa 13 perdeu a cobrança que definiu o título do Fluminense.

Em outro momento, o técnico Odair Hellmann brincou com o atacante Gabigol. A discussão, então, passou a ser do camisa 9 com o treinador. Curiosamente, o ídolo rubro-negro e o comandante tricolor já trabalharam juntos na seleção olímpica e se dão bem.

Para temperar ainda mais a rivalidade, o técnico Jorge Jesus minimizou a performance do rival depois do troféu. As declarações do Mister pegaram muito mal nas Laranjeiras e apimentaram ainda mais o reencontro do último domingo (12).

"Foram melhores que nós e jogaram para não perder por muito. Estão de parabéns", disse à FlaTV.

O português refez a rota e elogiou o adversário depois da vitória de seu time. O ambiente, no entanto, está mais do que quente e a temperatura deve subir no duelo decisivo.