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Cruzeiro se reuniu com candidatos e tentou até empréstimo para pagar dívida

Volante Denilson defendeu as cores do Cruzeiro em 2016 - Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Volante Denilson defendeu as cores do Cruzeiro em 2016 Imagem: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

20/05/2020 09h33

Membros do Núcleo Diretivo Transitório do Cruzeiro se reuniram com os dois candidatos à presidência, Ronaldo Granata e Sérgio Santos Rodrigues, na tarde de ontem (19), para conversar sobre a dívida com o Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, pelo empréstimo de Denílson, ocorrido em 2016. Nas conversas, feitas separadamente, o grupo pediu que os participantes do pleito encontrassem alternativas para o acordo. Até um empréstimo no valor do débito — cerca de R$ 5 milhões — foi sugerido.

Sandro Gonzalez, André Argolo, Emílio Brandi e Kris Brettas foram os representantes do Conselho Gestor nas conversas com Ronaldo Granata e Sérgio Santos Rodrigues. O quarteto revelou que não havia conseguido o adiamento do débito, conforme planejado anteriormente, e precisaria de ajuda da dupla que concorre ao cargo de mandatário.

A intenção é fazer um acordo com data em 18 de maio — última segunda-feira — para tentar se livrar da perda de seis pontos na Série B do Campeonato Brasileiro 2020. Somente um documento com data retroativa poderia ajudar o clube a se livrar da punição imposta pela Fifa.

Sem a liberação para o adiamento da dívida, o Cruzeiro vê o pagamento como única alternativa viável. Nas reuniões ocorridas na tarde de ontem, inclusive, o Conselho Gestor tentou fazer um empréstimo com um dos candidatos. O intuito era acertar uma linha de crédito para quitar o negócio sem problemas.

O Cruzeiro tem mais uma dívida para quitar em maio. O clube tem de pagar R$ 11 milhões ao Zorya, da Ucrânia, pela compra de Willian Bigode, ocorrida em 2014. Se o valor não for pago, o clube corre risco de perder mais seis pontos na disputa da Série B.

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