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Após celebrar título do Fla, lateral do Galo destaca aprendizado: 'Passou'

Guga, lateral direito do Atlético-MG - Bruno Cantini/Atlético-MG
Guga, lateral direito do Atlético-MG Imagem: Bruno Cantini/Atlético-MG

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/04/2020 15h48

Criticado por celebrar, no fim do ano passado, a conquista da Libertadores pelo Flamengo, Guga, lateral do Atlético-MG, acredita que o episódio já é uma página virada. Convidado do Fox Sports Rádio desta quinta-feira, o jogador de 21 anos falou sobre o momento difícil, superado, segundo ele, dentro de campo.

Por celebrar o título rubro-negro em suas redes sociais, o jogador foi afastado de um jogo e multado pela diretoria do Atlético, que cogitou vender o lateral. Na ocasião, o Guga estava na concentração do Galo para a disputa do jogo contra o Athletico-PR, pelo Campeonato Brasileiro.

"Eu levo isso muito como aprendizado. Já passou, já viramos a chave, já consegui fazer ótimos jogos aqui e amenizei muito bem isso. Acho que já ficou para trás, mas eu pego isso muito como aprendizado. Nunca tinha passado por algo parecido, com tanta gente me xingando, me ameaçando. Foi difícil para caramba superar tudo isso. Sabia que só conseguiria superar tudo isso mostrando dentro de campo, e estou conseguindo isso", afirmou o atleta.

Já sobre a redução de salários por conta da paralisação do futebol, causada pela pandemia de coronavírus, Guga afirmou que, neste momento, os atletas devem se adaptar às consequências da covid-19 da melhor forma possível.

"Acredito que realmente é uma coisa delicada para falar, mas eu penso que a gente tem que se adaptar da melhor forma, porque está todo mundo sofrendo. Então, obviamente que a gente também vai ter que sofrer. A gente pensou muito em equilibrar tanto clube quanto jogadores, para que ninguém sofra mais do que o outro. É um momento que não tem muito o que fazer. O mundo inteiro está sofrendo, todos os clubes estão, então, a gente tem que tentar se adaptar dessa forma", disse o jogador, que completou:

"O que eu posso falar é que a gente torça para que isso acabe logo e volte tudo ao normal. Já não aguento mais ficar em casa. Não vejo a hora de voltar ao clube, voltar a jogar. Que as coisas possam voltar ao normal o mais rápido possível".

Com as competições paralisadas devido à pandemia, o atleta do Galo acredita que os jogadores, mesmo adaptando treinamentos em casa, precisarão uma nova pré-temporada antes do retorno dos campeonatos:

"Não tem como manter a forma física porque não tem espaço para fazer esses treinos. A gente tenta manter de algum jeito, mas todo mundo vai sofrer com isso. Acredito que, voltando tudo ao normal, os campeonatos tem que ter uma consciência que a gente precisa realmente de um tempo, até para ninguém sofrer com lesões. A gente vai precisar de uma, duas semanas para conseguir voltar ao normal. A gente vai ter que praticamente recomeçar do zero, fazer de novo uma pré-temporada para que a gente ganhe o ano de novo".

Jogos Olímpicos

Presente no Pré-Olímpico que garantiu a seleção brasileira nos Jogos de Tóquio, Guga concordou com o adiamento da competição para julho de 2021. Afirmando que, por conta das paralisações, os atletas não conseguiriam manter o físico, e André Jardine não teria tempo para ajustar o time, o lateral do Atlético acredita que a 'melhor decisão possível' foi tomada.

"Se tivessem mantido as Olimpíadas agora, seria muito ruim, porque a gente não pode se preparar. A decisão que foi tomada foi a melhor que poderia ser, porque a gente vai precisar de mais tempo para voltar a nossa melhor parte física, e o tempo para, talvez, mudar algumas peças e implementar o jogo que o Jardine quer. A decisão foi a melhor possível. Pensando da melhor forma, a gente tem ainda mais tempo para nos fortalecermos e chegar ainda mais forte para defender o ouro", opinou.

'Falava que era o Daniel Alves'

Lateral-direito do Atlético-MG, Guga revelou que se inspira de Daniel Alves, do São Paulo. Assistindo até hoje vídeos do jogador com mais títulos na história do futebol, o lateral contou que, quando criança, fingia ser o capitão da seleção brasileira na última Copa América.

"O que me inspirou mais foi o Daniel Alves, na época de Barcelona. Foi o que mais me encheu os olhos, foi o que mais eu falei 'quero ser igual a ele'. Quero trilhar o caminho e chegar aonde ele chegou, conquistar tudo o que ele conquistou", contou Guga, que seguiu:

"Até, quando eu era criança e ia brincar de jogar bola, falava que era o Daniel Alves. Uma inspiração muito grande para mim. Eu assistia todos os jogos. Assisto até hoje os vídeos dele. Realmente, é um lateral extraordinário. É difícil ver alguém chegar ao nível que ele chegou".

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