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São Paulo registra déficit de R$ 77 mi e admite que tem de vender jogadores

Executivo de futebol Raí e presidente Leco acompanham treino do São Paulo no CT da Barra Funda - Marcello Zambrana/AGIF
Executivo de futebol Raí e presidente Leco acompanham treino do São Paulo no CT da Barra Funda Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

José Eduardo Martins e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

29/10/2019 19h35

O São Paulo acumula, até agosto de 2019, um déficit orçamentário de R$ 77 milhões na temporada. O UOL Esporte obteve cópia do relatório interno, referente aos meses de agosto e setembro, que detalha a situação financeira do clube. O documento mostra receitas abaixo do que foi inicialmente projetado e admite que a solução para as contas do clube passa por mudanças no elenco do futebol profissional, com vendas de jogadores.

"O planejamento é readequar o elenco de atletas no sentido de reduzir custos e prover receitas suficientes, substancialmente com a negociação de direitos federativos de atletas profissionais e com melhor desempenho esportivo da equipe de futebol, para manter o custeio mensal do futebol profissional e reduzir o endividamento geral do clube", diz o texto.

O resultado total do São Paulo até agosto de 2019 é de R$ 76,6 milhões negativos. O endividamento teve aumento de R$ 144 milhões em relação a dezembro de 2018, atingindo R$ 414 milhões.

Por trás dos números há uma queda em receitas do clube, em comparação com as expectativas traçadas no orçamento. Em grande parte, causadas pelas eliminações precoces na Copa Libertadores e na Copa do Brasil. A maior variação negativa está nas vendas de jogadores - a arrecadação, até agora, foi de R$ 71 milhões, menos do que os R$ 121 milhões projetados. Depois aparecem as receitas de TV: R$ 65 milhões, em relação a R$ 118 milhões projetados.

No caso das receitas de televisão, a queda no valor é atribuída às eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil e a mudanças no formato de remuneração após a renovação de contratos de TV aberta e pay-per-view com a Globo.

As despesas, por sua vez, estão marginalmente abaixo do projetado. O clube gastou, até agosto de 2019, R$ 314,3 milhões, abaixo dos R$ 315 milhões previstos no orçamento. A redução é de cerca de 0,2%. A maior despesa é com o departamento de futebol profissional, que custou até agosto cerca de R$ 229 milhões. O número inclui salários, direitos de imagem, comissões a empresários, despesas com jogos e outros gastos.

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