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Desvantagem técnica leva Athletico a se opor à data da CBF para Brasileiro

Santos, goleiro do Athletico Paranaense, treina  - Fabio Wosniak
Santos, goleiro do Athletico Paranaense, treina Imagem: Fabio Wosniak
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

27/06/2020 04h00

Durante a reunião com os clubes, a CBF marcou inicialmente a primeira rodada do Brasileiro da Série A para 9 de agosto - o campeonato não começou em maio pela epidemia do coronavírus. E determinou que, se a maioria dos estados com times na Série A permitisse jogos e treinos, o campeonato será iniciado mesmo que alguns locais ainda tenham vetos à prática do futebol.

Essa posição causou desconforto no Athetico-PR que vê a possibilidade de desvantagem técnica por ter que sair de casa até para treinar. O clube paranaense foi o único que não concordou com os termos propostos pela confederação, e o seu homem-forte, Mario Celso Petraglia, deixou o encontro virtual de dirigentes no meio.

O início do Brasileiro ganhou força quando o Estadual do Rio foi retomado e a CBF conseguiu um aval do Ministério da Saúde para seus protocolos de segurança em jogos para prevenir infecções pelo coronavírus. A posição da entidade, no entanto, era de que os estados e municípios onde estariam os times teriam de liberar.

Mas, durante a reunião, os clubes e a CBF passaram a discutir a possibilidade de início do campeonato se pelo menos 70% a 80% dos estados com times da Série A permitam o futebol. Entre os clubes, 19 deles aceitaram esses termos.

"O retorno do futebol depende da autorização das autoridades de saúde. Mas, dezenove dos vinte clubes da Série A se dispuseram a jogar fora das suas cidades, em última instância, caso até lá seus municípios não estejam liberados pelas autoridades de saúde a realizar jogos. Foi um sinal de apoio à realização da competição pela CBF", disse nota da confederação.

O Athletico não aceitou porque não tem nem liberação para treinar em seu CT em Curitiba. Levantou-se a possibilidade de o time jogar e treinar em São Paulo. Mas o clube vê isso como uma desvantagem técnica, nem entende ser viável manter o time em outro Estado por 38 rodadas.

Na avaliação do clube paraense, esse modelo pode gerar prejuízos técnicos que o deixem em desvantagem com rivais e podem provocar uma má campanha no Nacional.

Clubes paulistas se mostraram contrariados com jogar já no início de agosto, mas toparam que o Brasileiro se inicie neste mês. E o aval de autoridades municipais e governamentais para treinarem em 1o de julho permite ter tempo para treinar até o início o Paulista.

Um cenário ainda incerto para a CBF é que não há como saber em que estágio estará a epidemia de coronavírus em cada estado no início de agosto. É possível que, se houver aumento de casos, estados que liberaram o futebol, tenham de recuar. Isso já ocorreu em estados do Sul.

Blog do Rodrigo Mattos