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Americanas entram forte em disputa com Amazon por patrocínio do Flamengo

Rodrigo Caio, Diego e Gerson com a nova camisa 2 do Flamengo da temporada 2020 - Reprodução
Rodrigo Caio, Diego e Gerson com a nova camisa 2 do Flamengo da temporada 2020 Imagem: Reprodução
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

10/06/2020 18h55

As negociações de patrocínio master do uniforme do Flamengo tiveram uma virada quando parecia encaminhado um acordo com a Amazon. O grupo Americanas, que tem a Lojas Americanas e a plataforma Ame, se fortaleceu na concorrência pelo espaço da camisa rubro-negra. Há uma expectativa da diretoria de fechar um acordo até o final do mês.

Desde o final do ano passado, com a repercussão da campanha da Libertadores, o Flamengo foi procurado por empresas do mercado para parcerias. Entre elas, estavam o grupo da Amazon e as Americanas.

Durante as conversas, a negociação com a Amazon evoluiu com valores em torno de R$ 38 milhões por ano, o que dobraria o montante pago pelo BS2. Houve um acerto e os termos do acordo estavam já no papel para serem assinados.

Só que, com a crise do coronavírus, o negócio congelou. A partir daí, a Amazon pediu um tempo para reconsiderar termos propostos ao clube. A empresa americana, então, decidiu apresentar uma nova proposta com redução do valor inicial em torno de 30%. Dirigentes do Flamengo não gostaram.

O Grupo Americanas, que se mantinha atento ao negócio, voltou então a mostrar interesse no patrocínio. Até porque a Amazon é concorrente direta do setor de comércio online. O valor negociado é na casa dos R$ 30 milhões - o blog não conseguiu saber o valor preciso. É possível que o patrocínio envolva o uso da marca AME, de pagamento digital da Americanas. O grupo tornou a Ame uma empresa independente dentro do grupo para atuar no ramo de pagamentos eletrônicos.

Não é descartado dentro do Flamengo uma reviravolta que leve a Amazon a voltar a ter a preferência na camisa do clube. Mas, no atual cenário, o Grupo Americanas aparece mais forte. Há ainda uma terceira empresa interessada que não foi possível saber o nome.

O Flamengo tornou-se atraente para empresas de comércio online por conta da sua força na rede social. Levantamento do Ibope/Repucom sobre o tamanho dos clubes no ambiente da internet apontou que o clube tem 31,5 milhões de seguidores nas diversas plataformas on line.

Tanto a Americanas quanto a Amazon tiveram valorização durante a epidemia de coronavírus com o aumento do comércio online.

A intenção da diretoria do Flamengo é fechar o negócio até o final do mês para ter a camisa para a volta do futebol. Assim, não teriam um tempo sem patrocinador master já que o contrato com o BS2 acaba no final de junho. Para atingir essa meta, o contrato seria mostrado no Conselho Diretor e depois no Conselho Deliberativo para aprovação. Então, poderia ser produzida uma camisa.

Blog do Rodrigo Mattos