Rafael Reis

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Com Bahia ameaçado, Grupo City já está 'acostumado' com rebaixamentos

Na primeira temporada sob gestão do Grupo City, o Bahia chega à última rodada do Campeonato Brasileiro como favorito para ser o quarto clube rebaixado à segunda divisão nacional.

Mas essa situação está longe de ser uma novidade para o conglomerado dono do poderoso Manchester City, atual vencedor da Liga dos Campeões da Europa, e de mais dez clubes espalhados por todos os cantos do planeta.

Apesar de ser uma das empresas de administração futebolísticas de maior sucesso do planeta, o fundo de investimentos ligado a Abu Dhabi (Emirados Árabes) já tem experiência com descensos.

Três dos seus projetos (Girona, Troyes e Montevidéu Torque) passaram por rebaixamentos para a segunda divisão depois de serem assumidos pelo Grupo City.

De rebaixado a 'sensação' da Espanha

Empatado em pontos com o Real Madrid no topo da classificação do Espanhol, o Girona precisou dar "um passo" para trás antes de se transformar em uma das melhores novidades do futebol europeu nesta temporada.

A modesta equipe catalã foi comprada pelo Grupo City, em parceria com o empresário Pere Guardiola, irmão do técnico Pep Guardiola, em 2017, assim que conseguiu ascender pela primeira vez na história à La Liga.

Só que a permanência na elite durou apenas duas temporadas. Depois, foram necessários mais três anos na segundona para o Girona retornar à elite. Em 2022/23, na volta à primeira divisão, o time foi décimo colocado. Agora, com a casa mais em ordem, está à frente até mesmo de Barcelona e Atlético de Madri na classificação.

França e Uruguai

O Troyes, equipe do Grupo City na França, está passando agora pelo mesmo processo que o Girona viveu lá atrás. A equipe foi adquirida pelo conglomerado em 2020, conseguiu a promoção à elite já no primeiro ano sob nova administração, mas acabou rebaixada na temporada passada.

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Agora, está na parte de baixo da tabela da Ligue 2, sob risco até de experimentar um novo descenso.

Já o Torque, clube que abriu as portas da empresa para o mercado sul-americano, já ganhou dois títulos uruguaios da segunda divisão desde que entrou para a "família City", em 2017. Mas isso só foi possível porque, entre as duas conquistas, houve um rebaixamento.

Na atual temporada, o time fez campanhas modestas tanto no Torneo Apertura quanto no Clausura e não deve obter classificação sequer para a Copa Sul-Americana -o Uruguai tem direito a oito vagas para competições continentais.

Dá para escapar?

Para escapar do retorno à Série B em 2024, o Bahia (41 pontos) precisa ultrapassar Vasco (42) ou Santos (43) na última rodada, que será toda disputada na noite de hoje.

Caso derrote o Atlético-MG, em casa, o time do Grupo City permanecerá na primeira divisão se pelo menos um dos seus adversários diretos não conseguir vencer na despedida da temporada -os cariocas recebem o Red Bull Bragantino, enquanto os paulistas são mandantes na partida contra o Fortaleza.

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No caso de um empate do Bahia, a única possibilidade de se livrar do rebaixamento é se o Vasco perder seu jogo em São Januário.

Goiás, Coritiba e América-MG são os outros times que deixarão a Série A do Brasileiro no próximo ano. Na última rodada, eles apenas cumprem tabela.

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