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Rafael Reis


Por onde andam os vencedores do prêmio de melhor do mundo da década de 80?

Diego Maradona, na época em que vestia as cores do Napoli - Reprodução/tn.com.ar
Diego Maradona, na época em que vestia as cores do Napoli Imagem: Reprodução/tn.com.ar
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

16/03/2020 04h00

Eles fizeram gols decisivos, protagonizaram jogadas deslumbrantes, ajudaram seus times a conquistar os títulos mais importantes do planeta e acabaram recompensados com a maior honraria individual do futebol: foram eleitos o melhor do mundo.

Hoje, estão aposentados e vivem o futebol de uma forma completamente diferente do que quando eram eles reis do gramado e os ídolos da multidão que ama a modalidade.

O "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo os paradeiros atuais de todos os jogadores que ganharam durante a década de 1980 a Bola de Ouro, prêmio concedido pela revista "France Football" ao melhor jogador do ano.

Como naquela época o troféu era exclusivo para atletas europeus, foi preciso tomar uma licença poética para inserir o verdadeiro craque do planeta de um dos anos daquela década. Acho que ninguém vai contestar essa decisão.

Mas, afinal, o que será que esses craques andam fazendo da vida atualmente?

KARL-HEINZ RUMMENIGGE
Ex-atacante
64 anos
Alemão
Bola de Ouro em 1981

Segundo maior artilheiro da história do Bayern de Munique, ganhou a Chuteira de Ouro ao marcar 39 gols, só pelo clube alemão, na temporada 1980/1981. Após a aposentadoria, trabalhou em duas Copas do Mundo (1990 e 1994) como comentarista antes de retornar ao gigante bávaro como político. Presidente do conselho diretivo do Bayern, Rummenigge é hoje o homem forte do futebol do maior time da Alemanha. É ele quem manda nos treinadores e decide quais jogadores serão contratados e negociados.

PAOLO ROSSI
Ex-atacante
63 anos
Italiano
Bola de Ouro em 1982

Arquivo/Folha Imagem
Imagem: Arquivo/Folha Imagem

Símbolo máximo daquilo que representa ser algoz da seleção brasileira, o italiano que marcou três vezes contra o time de Telê Santana em 1982 acabou aquela Copa do Mundo como campeão e artilheiro da competição. Depois, ainda recebeu o prêmio da France Football de craque do ano. Apesar do sucesso dentro dos campos, o centroavante decidiu não trabalhar com futebol depois do término de sua carreira. Rossi até fez alguns frilas como comentarista na Itália, mas ganha a vida como proprietário de um hotel na Toscana. O ex-atacante também é embaixador das Nações Unidas e participou da sétima temporada da versão italiana da "Dança dos Famosos".

MICHEL PLATINI
Ex-meia-atacante
64 anos
Francês
Bola de Ouro em 1983, 1984 e 1985

Maior vencedor da Bola de Ouro na década de 1980, foi hegemônico entre 1983 e 1985, anos em que conquistou uma Eurocopa, pela França, e uma Champions, pela Juventus. Depois de aposentado, treinou a seleção do seu país natal durante quatro temporadas e mergulhou na política esportiva. Entre 2007 e 2015, presidiu a Uefa e integrou o comitê-executivo da Fifa. No ano passado, chegou a ser preso por supostamente ter recebido propina para votar no Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022. O francês já não está mais atrás das grades, mas continua proibido de trabalhar em qualquer atividade ligada ao futebol.

DIEGO MARADONA
Ex-meia-atacante
59 anos
Argentino
Melhor do mundo em 1986*

O Bola de Ouro de 1986 foi o soviético Igor Belanov. Mas qualquer um que tenha visto a Copa do Mundo daquele ano sabe que, na ocasião, ninguém jogava mais bola que Maradona. Dono de uma carreira polêmica, com uso de drogas e idolatria por onde passou, Don Diego é até hoje uma das maiores figuras do futebol e continua tendo sua vida seguida de perto por milhões de pessoas do mundo todo. Maradona tem uma carreira sazonal de técnico e até já comandou a Argentina em uma Copa do Mundo (2010). Atualmente, dirige o Gimnasia La Plata e é presidente honorário de um time em Belarus, o Dínamo Brest.

RUUD GULLIT
Ex-meia-atacante
57 anos
Holandês
Bola de Ouro em 1987 e 1988

Exemplo de jogador à frente do seu tempo, Gullit era uma máquina capaz de defender e de atacar, de atuar como meio-campista e também no setor ofensivo. A versatilidade, o porte físico invejável e a qualidade técnica de alto nível fizeram do holandês o vencedor de duas edições consecutivas da Bola de Ouro (1987 e 1988, quando ganhou a Euro). Depois que pendurou as chuteiras, Gullit passou a se revezar entre duas carreiras: treinador e comentarista esportivo. Ele foi técnico de Chelsea, Newcastle, Feyenoord e Los Angeles Galaxy, mas só ganhou uma Copa da Inglaterra (1997) pelos Blues. Seu emprego mais recente foi de auxiliar da seleção holandesa, entre 2017 e 2018.

MARCO VAN BASTEN
Ex-atacante
55 anos
Holandês
Bola de Ouro em 1989

Um dos atacantes mais técnicos que o planeta já viu, o holandês fez história no Milan e ganhou o prêmio em 1989, ano que foi artilheiro, campeão e principal nome da Liga dos Campeões da Europa. Van Basten só não foi ainda maior devido aos inúmeros problemas físicos que minaram sua carreira e fizeram com que ele se aposentasse cedo, aos 31 anos. Desde então, o astro já fez muita coisa: foi técnico do Ajax, da seleção holandesa e de clubes menores, além de ter trabalhado como dirigente da Fifa.

LOTHAR MATTHAÜS
Ex-meia
58 anos
Alemão
Bola de Ouro em 1990

Capitão da Alemanha Ocidental na conquista da Copa de 1990, venceu a Bola de Ouro daquele ano e, na temporada seguinte, tornou-se o primeiro jogador a ser escolhido como melhor do planeta pela Fifa. Foi treinador de resultados pouco expressivos entre 2001 e 2011 e chegou a ter uma passagem de dois meses pelo Athletico Paranaense, em 2006. Nos últimos anos, mudou de foco e tem se dedicado mais à função de comentarista esportivo - chegou a participar da cobertura da Sportv na Copa de 2014.

Rafael Reis