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Oscar Roberto Godói


Árbitros finalmente tomaram decisões importantes sem uso do VAR

Gabigol bate pênalti na vitória do Flamengo sobre o Palmeiras na 17ª rodada do Brasileirão - Pilar Olivares/Reuters
Gabigol bate pênalti na vitória do Flamengo sobre o Palmeiras na 17ª rodada do Brasileirão Imagem: Pilar Olivares/Reuters
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

02/09/2019 13h17

O segmento mais importante do futebol brasileiro parece que está aprendendo a lidar ou não com o VAR. Em alguns jogos da rodada do final de semana, os árbitros do campo assumiram a responsabilidade de decidirem corretamente ou não sem medo da tecnologia. Até que enfim!

No jogo que despertava o maior interesse geral, o Flamengo deu um chocolate no Palmeiras e o árbitro Rafael Traci tomou duas decisões importantes sem o auxilio do VAR. Acertou na marcação do pênalti de Diogo Barbosa em Rafinha e na expulsão do zagueiro Gustavo Gomez, interpretações favoráveis ao Flamengo.

Quando foi necessária a intervenção do equipamento, a tecnologia mostrou que havia irregularidade nos dois gols marcados pelo Palmeiras. E, mesmo podendo ser corrigido pelo VAR, o assistente Alessandro da Rocha Mattos indicou, corretamente, que Willian estava impedido no primeiro gol e que Vitor Hugo estava adiantado no segundo.

Outro árbitro que assumiu a responsabilidade pela marcação foi Marcelo Aparecido Ribeiro na vitória do Cruzeiro sobre o Vasco. Marcou pênalti de Fabricio em Pikachu, a favor do Vasco e manteve a interpretação sem se apoiar na tecnologia. Marcelo é o mesmo árbitro que voltou atrás, por interferência externa ilegal, na decisão do Paulistão envolvendo Palmeiras x Corinthians. Lembram-se do pênalti que ele marcou do Ralf a favor do Palmeiras?

Árbitros e assistentes não podem deixar de lado o poder que as regras lhes dão de decidirem certo ou errado. Se for para o árbitro do VAR opinar em todos os lances, não precisa de árbitro ou assistente no campo.

Claro que não temos um número suficiente de árbitros com personalidade para assumirem a responsabilidade. Enquanto a Comissão de Árbitros da CBF continuar escalando árbitros com o perfil e capacidade que tem Ricardo Marques, Igor Benevenuto, Bruno Arleu e outros tantos mais, o VAR continuará tendo muito trabalho e apitando por eles.

Incompetência ou obediência?

Oscar Roberto Godói