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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Vettel líder e F1 fora da TV aberta: o que mudou desde último GP do Canadá

Sebastian Vettel (Ferrari) e Lewis Hamilton (Mercedes) disputam posição em manobra polêmica no GP do Canadá - @F1/Twitter
Sebastian Vettel (Ferrari) e Lewis Hamilton (Mercedes) disputam posição em manobra polêmica no GP do Canadá Imagem: @F1/Twitter
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

17/06/2022 07h57

Muita coisa mudou na Fórmula 1 desde a última visita da categoria ao Canadá, que não recebeu a corrida nos últimos dois anos devido à pandemia. A briga pela vitória foi entre Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, que ainda estava na Ferrari. O atual campeão do mundo e líder do mundial, Max Verstappen, tinha apenas um quinto das vitórias que tem hoje. A prova teve final polêmico, em uma das primeiras vezes que o ex-diretor de prova Michal Masi esteve sob os holofotes. Mas o Brasil não viu o GP ao vivo na TV aberta devido a um amistoso da Seleção.

Vettel e Hamilton tiveram duelo marcante

O último GP do Canadá ficou marcado por uma polêmica entre Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, depois que o alemão foi punido com o acréscimo de 5s a seu tempo final pela maneira como se defendeu do ataque do piloto da Mercedes nas voltas finais. Ele liderou praticamente toda a corrida e cruzou em primeiro, mas não levou devido à punição. Irritado, o alemão pegou a placa de primeiro colocado que estava na frente do carro de Hamilton e colocou diante da sua Ferrari.

No campeonato, Hamilton tinha uma certa folga na liderança quando chegou ao Canadá em 2019: eram 17 pontos em relação ao companheiro Valtteri Bottas após seis etapas disputadas e 55 a mais que Sebastian Vettel. Mas havia a expectativa de que o alemão pudesse reagir, já que a Ferrari tinha começado o campeonato mais competitiva que em anos anteriores. Ao longo do campeonato, no entanto, Vettel foi perdendo espaço dentro da Ferrari para o recém-chegado Charles Leclerc e acabou saindo da equipe no final de 2020. Hamilton foi o campeão de 2019 com 87 pontos de vantagem para Bottas e Vettel seria apenas quinto.

A F1 não vivia o mesmo boom de hoje na América do Norte

O GP do Canadá sempre teve lotação máxima ou quase máxima, tendo sido por anos uma das duas provas nas Américas (a outra era o GP do Brasil). Depois veio Austin e o México, mas mesmo assim a corrida em Montreal ficava cheia de canadenses e americanos do nordeste do país. Eles estavam entre os fãs mais engajados de todo o campeonato, fãs de um esporte que enfrentava dificuldades em se popularizar por lá. Neste ano, o GP do Canadá terá pela primeira vez o efeito Netflix, que aumentou muito o interesse principalmente dos norte-americanos na F1. Os efeitos já estão claros antes mesmo do final de semana começar: quem deixou para procurar hospedagem na última hora está pagando mais de 15 mil reais para o GP.

Verstappen tinha 5 vitórias no currículo

verstappen - Henry Romero/Reuters - Henry Romero/Reuters
Max Verstappen, da Red Bull, e Sebastian Vettel, da Ferrari, no pódio do GP do México de 2018
Imagem: Henry Romero/Reuters

O holandês já chegou badalado à Fórmula 1 mesmo tendo estreado com 17 anos na Toro Rosso. Mas com a Red Bull ainda atrás de Mercedes e Ferrari, em 2019 ele ainda não tinha tido muitas chances de vencer. Na última vez que a categoria esteve em Montreal, ele estava na sua quinta temporada e tinha cinco vitórias. Três anos depois, acabou de se tornar o piloto mais jovem a somar 25 vitórias, mesmo número de Niki Lauda e Jim Clark, é campeão do mundo e líder do atual mundial.

Apenas seis pilotos permanecem nas mesmas equipes

Dos 20 pilotos do grid, apenas pouco mais de um quarto segue no mesmo time após apenas três anos. São eles Lewis Hamilton na Mercedes, Max Verstappen na Red Bull, Charles Leclerc na Ferrari, Lando Norris na McLaren, Lance Stroll (na Racing Point na época e agora Aston Martin, embora o dono seja o mesmo) e Kevin Magnussen na Haas. O dinamarquês chegou a sair da categoria e voltou neste ano. Curiosamente, Pierre Gasly ainda era companheiro de Verstappen na Red Bull, e Daniil Kvyat e Nico Hulkenberg estavam no grid.

Transmissão era da Globo e corrida não foi mostrada ao vivo

Por ter largada à tarde, o GP do Canadá era uma das provas transmitidas ao vivo apenas pelo SporTV nos últimos anos do contrato da Globo com a F1. Em 2019, a emissora mostrou um amistoso da Seleção Brasileira de futebol contra Honduras no horário da corrida. A proposta da Globo de mostrar apenas metade das corridas ao vivo a partir de 2021 foi um dos fatores que barraram a renovação do contrato com a F1, que passou a ser transmitida pela TV Bandeirantes a partir do ano passado.

Na prova deste ano, o BandSports mostra as duas sessões de treinos livres desta sexta-feira a partir das 14h e das 18h pelo horário de Brasília. A corrida começa às 15h do domingo, na Band.