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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Fique de olho no GP da França: Mercedes em alerta; Perez e Vettel de volta

Última edição do GP da França foi em 2019 - Dan Istitene/Getty Images
Última edição do GP da França foi em 2019 Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Colunista do UOL

16/06/2021 04h00

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A Fórmula 1 está começando neste fim de semana sua primeira maratona de três corridas seguidas com um cenário que há muito não se via: não é a Mercedes, nem Lewis Hamilton, que lideram ambos os campeonatos, e sim a Red Bull, com 26 pontos de vantagem, e Max Verstappen, com quatro. Por outro lado, a primeira prova da sequência de três provas em três finais de semana, o GP da França, tem sido reduto Mercedes desde que voltou ao calendário, em 2018.

A corrida em Paul Ricard está marcada para este domingo (20), com transmissão começando às 9h30 (horário de Brasília) pela Band.

Mais erros para a Mercedes?

No papel, a Mercedes vem de dois finais de semana péssimos, com apenas sete pontos marcados, enquanto a Red Bull venceu as duas últimas provas. Mas também é verdade que os alemães vinham em segundo lugar tanto em Mônaco, quanto em Baku, quando erros os tiraram de combate, ou seja, na realidade, eles seriam batidos pela Red Bull em dois circuitos de rua de qualquer maneira, mas acabaram complicando ainda mais suas vidas. Em Mônaco, a roda de Bottas ficou presa e ele teve de abandonar e, no Azerbaijão, Lewis Hamilton apertou um botão que o fez travarem os freios. Voltando agora para um circuito em que eles dominaram no passado, os heptacampeões não podem só contar com o ritmo; também precisam diminuir os erros.

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Lewis Hamilton no GP do Azerbaijão
Imagem: Reprodução/TV

Perez e Vettel: progresso real?

Os pilotos que mudaram de equipe entre 2020 e 2021 têm tido ritmos de adaptação diferentes. Carlos Sainz parece à vontade na Ferrari desde as primeiras provas, ainda que veja muito a melhorar em condições diferentes de corrida. Já no caso de Sergio Perez e Sebastian Vettel, houve uma melhora significativa nas duas últimas provas, e ambos dizem estar se entendendo melhor com seus novos carros. A questão que fica é se essa melhora teve mais a ver com o fato de as duas últimas provas terem sido disputadas em pistas de rua e com os pneus mais aderentes da escala da Pirelli ou se ela é real.

Volta da França em momento de alta

O GP francês foi um dos cancelados ano passado por conta da pandemia, e terá público reduzido, de 15 mil torcedores por dia, neste fim de semana. Ainda assim, será a primeira chance de celebrar um momento de renovação da F1 no país, depois que Pierre Gasly venceu o GP da Itália do ano passado - na primeira vitória francesa desde o GP de Mônaco de 1996 - e subiu novamente ao pódio na última corrida, em Baku. O outro francês do grid, Esteban Ocon, também está fazendo uma ótima temporada pela Alpine: ele vinha batendo o companheiro Fernando Alonso no campeonato até ter um problema no carro em Baku. Os dois agora estão praticamente empatados.

Como os pneus vão se comportar depois de Baku?

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Max Verstappen olha para o carro após acidente no Azerbaijão
Imagem: Clive Rose/Getty Images

Paul Ricard é um circuito muito diferente de Baku e os pneus levados pela Pirelli também serão distintos: saem os três compostos mais macios e entra a gama intermediária (C2, C3 e C4). Como as áreas de escape são bastante extensas em Paul Ricard, a chance de haver detritos na pista é mínima, o número de voltas feitas com o mesmo jogo de pneu geralmente é bem menor (em 2019, Lewis Hamilton venceu com uma parada, trocando o médio pelo duro - ou seja, o C3 pelo C2 - após 24 voltas, ou seja, pouco antes da metade da prova, que tem 53) e o tipo de estresse é diferente (mais lateral pela sequência de trocas de direção). Em teoria, os estouros vistos em Baku não devem se repetir, mas as equipes e a Pirelli estarão atentos.

Mudanças na Williams

O time inglês anunciou na semana passada a saída do chefe interino Simon Roberts e o aumento das responsabilidades do diretor técnico FX Demaison, que agora também cuidará da engenharia de pista. Como o CEO Jost Capito é quem assume o posto de Roberts e também quem trouxe Demaison para a equipe, são dois movimentos que mostram o prestígio do alemão junto a seus chefes, os investidores da Dorilton Capital, que comprou a Williams ano passado. Não é uma mudança que vá surtir efeito já na França, mas que pode ser importante nos próximos meses.

As atividades de pista para o GP da França começam com os treinos livres de sexta-feira, com sessões de 1h de duração começando às 6h30 e às 10h da manhã, pelo horário de Brasília.