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Estreante, Fittipaldi escolhe número 51 inspirado por mundial do Palmeiras

Pietro Fittipaldi, que fará sua estreia na F1 neste fim de semana - Xavier Bonilla/NurPhoto via Getty Images
Pietro Fittipaldi, que fará sua estreia na F1 neste fim de semana Imagem: Xavier Bonilla/NurPhoto via Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

02/12/2020 04h00

O Brasil vai ter um piloto de volta às pistas do Mundial de Fórmula 1 neste final de semana com o número 51 no carro da Haas. E o palmeirense Pietro Fittipaldi espera, com isso, comprovar de uma vez por todas que, embora a Fifa não reconheça, o Palmeiras tem, sim, mundial.

Pelo menos essa é a brincadeira do brasileiro, que estreia neste final de semana no GP de Sakhir substituindo o francês Romain Grosjean, com seus amigos.

O número, na verdade, acabou sendo escolhido pela Haas no primeiro teste dele, uma vez que ele preferia o 21, que já tinha sido adotado por Esteban Gutierrez. Mas Pietro gostou da mudança e a manteve para sua estreia, ou seja, a partir de agora o 51 é dele toda vez que ele correr na F1.

"Esse era o número de teste da Haas, desde que eu comecei a testar com eles", contou Pietro ao UOL Esporte. "Quando a equipe perguntou para mim qual o número que eu queria usar neste fim de semana, decidi ficar com ele porque era o número que estava comigo desde o começo com eles, e vai ser um número de testes que vai subir comigo para o grid. E também sou palmeirense roxo e todo mundo sabe que, em 51, o Palmeiras ganhou o Campeonato Mundial!".

Mesmo tendo nascido e sido criado em Miami, nos Estados Unidos, Fittipaldi sempre acompanhou o Palmeiras de perto, paixão herdada do pai, Gugu Cruz.

"Sou palmeirense roxo desde pequeno, por influência do meu pai. Tem sido mais difícil acompanhar nos últimos anos, depois que eu mudei para a Europa [em 2013], mas quando eu estava nos EUA assistia a quase todos os jogos. Quando não conseguia achar na TV, via pela internet mesmo, naquele tempo real que fazem nos sites".

pietro e enzo - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Os irmãos Pietro (esq) e Enzo Fittipaldi são palmeirenses fanáticos
Imagem: Arquivo pessoal

Então, Pietro, o Palmeiras tem Mundial? "Tem, claro que tem!", diz o piloto, que sente por não conseguir acompanhar tão de perto a fase atual do clube, mas diz que ficou marcado pela geração de Valdívia, especialmente na segunda passagem do chileno pelo time.

Mas o tal Mundial é bem anterior a isso. O Palmeiras reivindica o reconhecimento por ter vencido a Copa Rio, competição que contou com oito times sul-americanos e europeus - além do Palmeiras, Vasco da Gama, Nacional do Uruguai, Juventus, Sporting, Áustria-Vienna, Estrela Vermelha e Nice. Disputado justamente no ano de 1951, o torneio foi tratado como um mundial na época, mas a posição atual da Fifa é de não reconhecer novos campeões mundiais de antes de 1960, ano da primeira edição da Copa Intercontinental.

Ou seja, apesar de o Palmeiras considerar-se campeão mundial de 1951, depois de ter derrotado a Juventus na final do torneio, o título não é oficialmente reconhecido, o que passou a ser mais frequentemente lembrado pelos rivais depois que o Corinthians venceu o Mundial da Fifa pela primeira vez em 2000.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.