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Giro da F1: "Geração perdida" faz despedida e Hamilton próximo de virar Sir

Grosjean está fazendo suas últimas corridas na Fórmula 1 - Getty Images
Grosjean está fazendo suas últimas corridas na Fórmula 1 Imagem: Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

23/11/2020 08h56

Com três corridas seguidas nos três próximos finais de semana, a Fórmula 1 entra na reta final do seu campeonato com alguns pilotos se despedindo e outros colhendo os frutos do sucesso em 2020. O francês Romain Grosjean estuda se transferir para a Fórmula Indy depois de ficar sem vaga na Haas no ano que vem, e lamentou que os pilotos da sua geração não tenham tido tantas oportunidades.

"Acho que talvez a geração de 1986 e 1987 foi a errada para se estar. Paul di Resta, Nico Hulkenberg, eu, até mesmo Sebastien Buemi. Todos surgimos em um momento em que as vagas principais estavam tomadas, os caras mais velhos não saíam da F1 e nunca tivemos nossa chance. Acontece, não dá para ter muito controle em relação a isso", apontou o francês, que chegou a conseguir alguns pódios na Lotus, mas depois o time ficou sem dinheiro e caiu de produção. "Meu problema foi que não apareceu uma vaga em um time grande naquele momento."

O único piloto desta geração citada por Grosjean que "vingou" foi Sebastian Vettel, nascido em 1987 e tetracampeão mundial. Mas também é fato que Vettel conseguiu chegar à Red Bull no momento em que o time foi do meio do pelotão para começar a vencer corridas bem novo, aos 21 anos.

Lewis Hamilton próximo de ganhar título de nobreza

Após conquistar seu sétimo título mundial e também por estar focando cada vez mais em usar sua imagem para chamar a atenção para a proteção dos direitos humanos e promoção da diversidade, Lewis Hamilton deve estar na lista de condecorados com o título de Sir pela Rainha Elizabeth II. A lista é divulgada no Ano Novo.

O jornal The Times relatou que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, teria recomendado o nome de Hamilton, e outros membros do parlamento já tinham se manifestado em favor do piloto de 35 anos. A decisão, contudo, cabe à família real e dependeria da revisão das contas de Hamilton. Isso porque é necessário constatar que ele está pagando devidamente seus impostos, algo que gera muita polêmica em seu país por ele ter fixado residência primeiro em Genebra, e depois em Mônaco, ao longo de sua carreira.

Ainda assim, como é pago por uma empresa com sede no Reino Unido, ele é um dos 5000 maiores contribuintes no país. Outros pilotos que receberam títulos de Sir são Jackie Stewart, Stirling Moss e Jack Brabham. Frank Williams e Patrick Head, ex-dono e diretor técnico da Williams, também receberam o título.

Pandemia deve fazer calendário ser variado

A Fórmula 1 teve que improvisar neste ano para conseguir chegar nos 17 GPs necessários para fazer valer os contratos de TV vigentes, repetindo pistas e trazendo outras que não estavam no calendário. Com o interesse destas pistas de seguir recebendo a categoria, a Liberty Media, que detém os direitos comerciais do esporte, estuda fazer uma rotação de corridas no futuro.

"Muitas pistas em que corremos neste ano demonstraram um grande interesse em permanecer e outros países estão mais interessados do que nunca", afirmou o CEO Chase Carey. "Esperamos ter um calendário de 24 corridas nos próximos anos e provavelmente vamos fazer uma rotação em algumas corridas para poder acomodar novos parceiros. Mas isso será limitado, pois as parcerias de longa data terão prioridade."

Para 2021, a F1 anunciou um calendário de 23 GPs, o que seria um recorde. Mas é claro que a realização de tantas etapas depende da evolução da pandemia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.