PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Pole Position


Em pouco mais de 24h, Vettel vê portas fecharem na Red Bull e Aston Martin

Capacete Sebastian Vettel - REUTERS/Albert Gea/File Photo
Capacete Sebastian Vettel Imagem: REUTERS/Albert Gea/File Photo
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

10/07/2020 15h00

Sem contrato para continuar na Fórmula 1 em 2021, o tetracampeão Sebastian Vettel viu duas portas se fecharem para ele em pouco mais de 24h: na Red Bull, equipe à qual o alemão havia dito que voltaria se fosse convidado, e na Aston Martin, nome da atual Racing Point no ano que vem. Com apenas opções da metade para o fim do grid, cada vez são maiores as chances de o alemão ou ficar de fora em 2021, ou se aposentar de vez.

Na Red Bull, equipe pela qual Vettel conquistou seus quatro mundiais, entre 2010 e 2013, até haveria a vontade do chefe Christian Horner e do consultor Helmut Marko, mas o UOL Esporte apurou que a ordem de manter a dupla Max Verstappen (que já tem contrato até o final de 2022) e Alex Albon vem de cima. E o motivo seria a nacionalidade do piloto tailandês. O controle acionário da empresa de energéticos é da família Yoovidhya, da Tailândia.

Tanto, que a postura dos chefes da Red Bull e do próprio Verstappen mudou já na manhã de quinta-feira, quando Marko teria avisado Vettel que ele estava fora dos planos da equipe. Ao longo da semana, o holandês tinha dito que gostaria de ter Sebastian em sua equipe e Marko também falou sobre essa possibilidade. O discurso agora é outro.

"Isso foi me perguntado num programa de TV na segunda e ele estava sentado do meu lado, então quis ser educado. Acho que a equipe está feliz com nós dois", disse Verstappen, desta vez sentado ao lado de seu companheiro atual, Alex Albon, na coletiva de imprensa de quinta-feira na Áustria, onde está sendo realizado o GP da Estíria. "O Alex é um cara legal de se trabalhar, o que é bom para todos na equipe, e nós damos um bom retorno para a equipe. Além disso, ele é rápido. Então não vejo motivo para mudar. E acredito que Christian e Marko também não é algo que cabe a mim decidir."

O consultor da Red Bull, Helmut Marko, inclusive, disse à publicação alemã Auto Motor und Sport que a informação de que o time estaria negociando com Vettel é falsa. "Não há lugar para Sebastian em nossa equipe. Se eu fosse ele, ficaria um ano fora para ver como as coisas caminham".

Para completar, Christian Horner falou à TV britânica nesta sexta-feira que "é um não definitivo, sinto dizer. Sebastian sabe disso. É incomum para um tetracampeão não ter uma vaga a essa altura do campeonato."

Aston Martin também fechou a porta

Como a Mercedes já descartou contratar Vettel para colocar ao lado de Lewis Hamilton ano que vem, e Renault e McLaren estão com as duplas fechadas, não sobram muitas opções em carros competitivos para Vettel, algo que ele disse ser importante para sua permanência.

Também nesta sexta-feira, a Racing Point, que se tornará Aston Martin ano que vem e está em franca ascensão depois que o bilionário Lawrence Stroll comprou o time, também fechou as portas para Vettel.

"É lisonjeador que todos pensem que um tetracampeão viria para nossa equipe, mas talvez seja porque o carro é mais rápido agora", disse o chefe Otmar Szafnauer. "Mas temos contratos longos com ambos os pilotos, então seria lógico que não tenhamos espaço."

A Racing Point tem uma das vagas ocupada pelo filho de Lawrence, Lance Stroll. E o outro piloto da equipe, Sergio Perez, peça fundamental quando o time estava passando por um processo de falência, em 2018, tem contrato de três anos, terminando em 2022, com o time.

Vettel, de 33 anos, já admitiu que tirar um ano sabático ou aposentar-se da F1 em definitivo são possibilidades que ele contempla. E disse que não tem pressa para tomar uma decisão. O alemão ficou sabendo por telefone que não fazia mais parte dos planos da Ferrari para 2021. Ele será substituído pelo espanhol Carlos Sainz.

Pole Position