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"Tudo é possível quando se fala no Alonso", diz Massa sobre volta à F1

Fernando Alonso e Felipe Massa foram companheiros por quatro temporadas na Ferrari - Mark Thompson/Getty Images
Fernando Alonso e Felipe Massa foram companheiros por quatro temporadas na Ferrari Imagem: Mark Thompson/Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

20/05/2020 14h27

O piloto da equipe Venturi na Fórmula E Felipe Massa acredita que um velho conhecido seu pode mesmo estar voltando ao grid da Fórmula 1. O brasileiro foi companheiro de Fernando Alonso de 2010 a 2013 na Ferrari e dividiu o grid com o espanhol por quase 15 anos, até se aposentar da categoria em 2017. A despedida de Alonso aconteceu um ano depois, no final de 2018. Mas o bicampeão sempre deixou claro que voltaria ao grid caso tivesse a chance de pilotar por uma equipe competitiva.

Não é por acaso, portanto, que o nome dele voltou a circular depois de uma série de mudanças. Já está definido que, em 2021, Vettel sai da Ferrari e dará lugar para Carlos Sainz. O espanhol, por sua vez, será substituído por Daniel Ricciardo, o que abre uma vaga na Renault. Estas mudanças acabaram sendo confirmadas antes mesmo da atual temporada começar. A F1 planeja voltar às pistas em julho, com duas corridas sem público na Áustria.

Falando ao UOL Esporte sobre a movimentação no mercado de pilotos, Massa lembrou que Alonso já fez movimentos que muitos consideravam bastante improváveis: em 2017, participou das 500 Milhas de Indianápolis mesmo estando no meio de sua temporada na F1 (ele tentaria repetir o feito ano passado, mas não se classificou). E, no início deste ano, disputou o Rally Dakar.

"Tudo é possível quando se fala no Alonso. Ele quis fazer as 500 Milhas de Indianápolis, foi lá, e correu. Resolveu fazer o Dakar, que ninguém imaginava, e correu. Que ele tem a velocidade e a vontade de correr, ele tem. E a chance de ele voltar está totalmente aberta."

Massa acredita que, dentro dos rumores do mercado de pilotos na F1, onde há fumaça, há fogo. E Alonso poderia voltar à F1 mesmo que dificilmente tenha a chance de correr por um time que luta por títulos no momento. "Quando as coisas começam a acontecer e até o Briatore começa a falar, é porque realmente existe a chance dele voltar. Vamos ver se é em uma equipe apenas para voltar, porque acho que ele sente falta, ou se é para lutar por um campeonato."

Massa se refere às declarações recententes de Flavio Briatore, ex-chefe e empresário de Alonso, ao jornal italiano Gazzetta dello Sport. "Fernando está motivado. Um ano fora da F1 fez bem para ele. Ele se desintoxicou e o vejo mais sereno, e pronto para voltar."

O espanhol saiu no final de 2018 dizendo que esperaria pela definição do novo regulamento e por uma oportunidade de voltar a vencer, depois quatro anos difíceis na McLaren. Nenhum dos dois fatores parecem estar no horizonte do espanhol: por conta do coronavírus, o novo carro da F1 só vai estrear em 2022 e o retorno do espanhol aconteceria em 2021. E a vaga à qual ele tem sido ligado é na Renault, quinta colocada no mundial do ano passado. "Na Red Bull, ele não tem chance nenhuma. Na Mercedes, se o Hamilton continuar, praticamente não teria chance também. Então seria difícil [ele ter um carro para andar na frente]", salientou Massa.

Além de Alonso, outro nome muito forte que está no mercado é o de Sebastian Vettel, que não anunciou seu futuro após encerrar seu compromisso atual com a Ferrari, no final deste ano.

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