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Aposentadoria, Renault, Mercedes? Qual será o futuro de Sebastian Vettel?

Sebastian Vettel ainda fará a temporada 2020 pela Ferrari -
Sebastian Vettel ainda fará a temporada 2020 pela Ferrari
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

14/05/2020 04h00

Sebastian Vettel anunciou que não permanece na Ferrari após o final de 2020, quando termina seu contrato. Mas qual será o futuro do tetracampeão? Nenhum anúncio oficial foi feito ainda, mas cada vez parece mais provável que o piloto de 32 anos possa estar se aproximando, pelo menos, de um ano sabático na categoria. A mídia alemã chegou a especular que ele estaria negociando com a McLaren, mas o time confirmou que Daniel Ricciardo fará dupla com Lando Norris em 2021, enquanto Carlos Sainz, que estava na McLaren, foi contratado pela Ferrari justamente para a vaga deixada por Vettel.

No comunicado em que ele e a Ferrari divulgaram que não renovariam o contrato, chamou a atenção o tom de Vettel, dizendo que "o que aconteceu nos últimos meses fez com que vários de nós refletíssemos sobre quais são nossas prioridades reais na vida. É preciso usar a imaginação para adaptar uma nova abordagem a uma situação que mudou. Vou dar um tempo para refletir sobre o que realmente importa em relação ao meu futuro", disse o alemão, que foi pai pela terceira vez no final do ano passado e vive uma vida simples, longe dos holofotes e até mesmo das mídias sociais, na Suíça.

Vettel estreou na F1 em 2007, substituindo Robert Kubica na BMW, e ganhou seus quatro títulos com os motores V8. Amante da história da F1, ele sempre defendeu que a categoria abandonasse a unidade de potência híbrida adotada em 2014, e nunca escondeu a preferência por temporadas mais enxutas, com 16 ou 17 corridas ao invés das 22 que estavam programadas para acontecer neste ano antes da pandemia mudar os planos da F1.

O alemão disse ainda que estudaria as mudanças de regras (que originalmente seriam adotadas em 2021, mas que ficaram para 2022 também devido ao coronavírus) para definir se gostaria de permanecer na categoria e, quando o pacote foi anunciado, em outubro do ano passado, foi um dos pilotos que criticaram alguns pontos. Ou seja, a saída de Vettel da F1 agora que sua "missão" na Ferrari não acabou como ele planejava, não seria uma surpresa.

Na mídia alemã, foram muitas as especulações sobre o futuro de Vettel, e a possibilidade mais comentada além da aposentadoria é uma ida para a McLaren. Era esperado para esta quarta-feira o anúncio de que Daniel Ricciardo ficaria com a vaga no time inglês, deixando a Renault. Mas o fato disso não ter acontecido abriu a oportunidade de uma reviravolta nos bastidores. A McLaren poderia ser uma opção que interessaria a Vettel, uma vez que o time voltará a contar com motor Mercedes ano que vem e está em ascensão, e o chefe Andreas Seidl é um velho conhecido da época da BMW.

Melhor opção seria a Mercedes

O melhor cenário para Vettel seria conseguir uma vaga na Mercedes, cujos pilotos Lewis Hamilton e Valtteri Bottas no momento não têm contrato para 2021. E o chefe da equipe, Toto Wolff, já afirmou que "não pode ignorar" a presença de um dos pilotos mais vencedores da história da F1 no mercado. "Sebastian é um grande piloto, uma grande personalidade e alguém valioso para qualquer time de Fórmula 1. Pensando no futuro, temos de ser leais aos pilotos que estão atualmente na Mercedes, mas naturalmente estamos considerando o que está acontecendo."

Como o hexacampeão Lewis Hamilton já deixou claro seu desejo de continuar na equipe, somente algum empecilho muito forte nas negociações - como um pedido muito alto de salário em tempos de coronavírus ou mesmo a saída de Wolff, cujo contrato também vai até o final de 2020, e uma reestruturação da equipe - faria com que o inglês não renovasse.

Com isso, o time alemão teria a vaga de Bottas a oferecer a Vettel, o que seria uma surpresa após todos os problemas pelos quais o time passou quando Nico Rosberg esteve na equipe. Ainda que Rosberg e Vettel tenham personalidades bastante diferentes, a julgar pela opção de manter Bottas nos últimos anos, a Mercedes tem priorizado Hamilton. Então, ainda que a Mercedes seja a melhor saída para Vettel, é pouco provável.

Vettel na Renault? Volta para a Red Bull?

Uma porta que já está fechada para Vettel é na sua ex-equipe, a Red Bull. O consultor Helmut Marko disse que o time "não tem caixa" para bancar salários milionários para Max Verstappen, que recentemente assinou até o final de 2023, e um tetracampeão como Vettel. Além desta questão prática, o holandês tomou o controle político do time nos últimos anos e não arriscaria perder tal prestígio.

Embora a Renault tenha demonstrado interesse no tetracampeão, as negociações não parecem ter ido adiante. Uma equipe que não tem assentos para 2021 mas que poderia ser um opção interessante para Vettel é a Racing Point, que se tornará Aston Martin depois que Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll, tornou-se acionista majoritário tanto da marca inglesa, quanto da equipe. Stroll tem Sergio Perez sob contrato para além de 2021, e seu filho na outra vaga. Com a injeção de dinheiro do bilionário e a adoção do teto de gastos na F1 a partir do ano que vem, o time é uma opção atraente mas que, no momento, parece fechada para Vettel.

Estas mudanças só vão ocorrer ano que vem. A F1 ainda não começou sua temporada de 2020 devido ao coronavírus e acredita que isso deve acontecer dia 5 de julho, com o GP da Áustria.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.