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Pietro Fittipaldi adotou caminho pouco comum, mas chegou à reserva da Haas

Pietro Fittipaldi conversa com Guenther Steiner durante teste no Bahrein - Andy Hone/Haas F1 Team
Pietro Fittipaldi conversa com Guenther Steiner durante teste no Bahrein Imagem: Andy Hone/Haas F1 Team
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

26/03/2020 10h59

O brasileiro Pietro Fittipaldi foi confirmado como piloto de testes e reserva da Haas para esta temporada, ao lado do suíço Louis Delétraz. Fittipaldi já era piloto de testes do time norte-americano, mas agora também estará à disposição do time caso haja a necessidade de subsituir algum dos titulares - Kevin Magnussen e Romain Grosjean - ao longo de uma temporada que ainda não tem data definida para começar devido aos eventos adiados por conta do coronavírus.

A "promoção" vem depois que Pietro conseguiu a superlicença necessária para participar de sessões oficiais da Fórmula 1, e não apenas testes. Isso veio depois depois do quinto lugar na Fórmula 3 Asiática, no início do ano, basicamente a única competição automobilística que foi disputada até o final antes da declaração de pandemia, há duas semanas. Como ele já tinha os pontos vindos da conquista da World Series em 2017, somou os pontos necessários.

A estratégia de Pietro, de priorizar o trabalho com a Haas e buscar categorias que ofertavam mais pontos ao invés de seguir o padrão de competir nas categorias imediatamente abaixo da F-1, foi muito criticada, mas tornou-se a única opção realista para o brasileiro depois do grave acidente sofrido em maio de 2018, em uma etapa do WEC, em Spa-Francorchamps, que o deixou parado meses. Naquele ano, Pietro focou em grandes campeonatos - fez algumas etapas na Indy, no WEC, e planejava correr a competitiva Super Fórmula, mas o acidente atrapalhou seus planos. Quando apareceu a chance de ser piloto de testes da Haas, mesmo com o pedido da equipe de renunciar oportunidades de correr em outras categorias, o piloto assumiu o risco.

Isso significa que agora são dois os brasileiros que ocupam posições como pilotos reservas em equipes da Fórmula 1. Sergio Sette Camara foi anunciado recentemente na Red Bull e AlphaTauri. Curiosamente, Sette Camara acabou ficando com o lugar de Fittipaldi na Super Fórmula japonesa neste ano, campeonato que Pietro faria também em busca da superlicença.

"Eu mal posso esperar para dar um passo adiante em relação ao meu papel do ano passado na Haas. Queria agradecer ao Gene Haas e a Guenther Steiner pela oportunidade e por acreditarem em meu trabalho ao volante. Nunca se aprende o suficiente na F-1, mesmo horas no simulador ou mesmo pilotando na pista - algo que eu fiz muito com a Haas, com mais de 2000 quilômetros de testes."

Steiner, que é chefe da equipe, destacou o trabalho dos dois pilotos na campanha do ano passado do time. "Os se provaram nos últimos 12 meses e seu trabalho no simulador foi valioso para lidarmos com uma temporada muito desafiadora ano passado e estou animado em anunciar que a parceria continuará assim que pudermos voltar a trabalhar", disse, referindo-se aos problemas que a equipe teve para se entender com os pneus em 2019, terminando o campeonato no penúltimo lugar.

O campeonato da Fórmula 1, no momento, está previsto para começar em meados de junho, no GP do Canadá. Os organizadores, no entanto, já disseram que a evolução do coronavírus nas duas próximas semanas serão fundamentais para determinar se será possível realizar a prova. Todos os GPs que aconteceriam até a data da corrida de Montreal estão adiados e o GP de Mônaco foi cancelado.

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