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F1 confirma adiamento do GP do Azerbaijão e Canadá deve ser o próximo

Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

23/03/2020 08h10

A Fórmula 1 confirmou o adiamento de mais uma prova de seu calendário devido ao coronavírus. O GP do Azerbaijão seria realizado no início de junho, mas os organizadores optaram por tentar a remarcação para uma data na segunda metade do ano, na expectativa de que o quadro de pandemia recue. A próxima prova seria do Canadá, mas é esperado que o GP tenha o mesmo destino.

As duas provas têm problemas semelhantes: são corridas de rua, e a montagem da pista começa semanas antes da data da corrida. No caso de Baku, o agravante é o fato da prova ocorrer em vias fundamentais para o transporte da cidade, e por isso a decisão foi tomada com antecipação. O país tem atualmente 54 infectados com o coronavírus.

A crise é bem mais forte no Canadá, que inclusive fechou a fronteira com os Estados Unidos recentemente e já anunciou que não enviará atletas para as Olimpíadas de Tóquio caso os Jogos realmente sejam realizados.

Para a Fórmula 1, ainda que a corrida seja realizada em um parque e seja necessário menos tempo que em Baku para montar a pista, há um obstáculo adicional: parte do equipamento das equipes é enviado por meio de navios, forçando uma decisão antecipada.

Com isso, a primeira prova do calendário seria o GP da França, marcado para daqui a três meses. Os ingressos para a prova no circuito de Paul Ricard estão à venda, mas o país acaba de aumentar o período de fechamento total que iniciou na semana passada, depois de uma série de recordes de números de mortos. No domingo, o país tinha mais de 16 mil casos e quase 700 mortos e, acredita-se, ainda não chegou ao momento mais agudo da epidemia. A provas seguintes seriam na Áustria, Inglaterra (que tem, no momento, números semelhantes aos que a Itália tinha há duas semanas e ainda não adotou o isolamento total da população) e Hungria.

Está claro que a Fórmula 1 não vai conseguir alocar todas as provas que estão sendo adiadas, e no momento é impossível determinar uma possível data para o início da temporada. Há o rumor de que o campeonato deveria ter pelo menos 8 provas para ser validado, mas não há nada nesse sentido no regulamento.

Por outro lado, a categoria vem tomando medidas para tentar acomodar o máximo de corridas possível. O primeiro passo foi transferir o fechamento obrigatório das fábricas de agosto para março e abril e, mais importante, as mudanças de regras de 2021 foram adiadas para 2022, enquanto as regras que restringem os orçamentos foram mantidas para o ano que vem. Isso é muito importante até para a sobrevivência das equipes, muito dependentes do dinheiro vindo do pagamento de taxas de realização das provas. Por isso, também, a F-1 vai fazer de tudo para realizar o máximo de provas possível, abrindo até a possibilidade do campeonato continuar com provas sendo realizadas no início do ano que vem, agora que foi decidido que o regulamento se manterá estável.

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