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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Bloqueio funciona e Brasil vence a quarta seguida na Liga das Nações

Carol comemora ponto em vitória da seleção brasileira de vôlei - FIVB
Carol comemora ponto em vitória da seleção brasileira de vôlei Imagem: FIVB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

01/07/2022 15h26

José Roberto Guimarães pode ir dormir tranquilo. Em meio a um difícil processo de renovação da seleção brasileira feminina de vôlei, ele tem encontrado a solução em jovens atletas que estão chegando agora ao time adulto. Em seu terceiro jogo como titular, nesta sexta-feira (1), Julia Kudiess, de apenas 19 anos, fez 11 pontos, sendo três de bloqueio, e liderou o Brasil na vitória por 3 sets a 0 sobre a frágil Bulgária, na casa delas. O jogo em Sofia teve parciais de 25/21, 25/20 e 25/18.

Para o Brasil, o jogo valia pouco, uma vez que o time já estava classificado para a fase final da Liga das Nações de Vôlei. A pressão estava com as búlgaras, que jogavam em casa e têm forte risco de serem rebaixadas. E elas pararam no forte bloqueio brasileiro.

Melhor do fundamento no torneio, Carol, a Carolana, fez dois pontos de bloqueio, assim como a jovem oposta Kisy, de 22 anos, que ganhou nova chance como titular depois de 25 pontos contra a China, na terça. Pri Daroit e Macris, outras titulares, também fizeram dois pontos de bloqueio cada.

Mas foi Julia Kudiess quem brilhou na partida. Depois de uma atuação discreta diante da China, a central do Minas foi protagonista da vitória contra a Coreia, ontem, e fez 11 pontos no jogo de hoje, incluindo os pontos que fecharam cada um dos três sets. Só de bloqueio foram três pontos, também. Agora o problema para Zé Roberto será escolher entre ela e Diana, que não foi a Sofia, no time titular que vai à fase final — a outra vaga como central é de Carolana.

Depois de vencer, de forma seguida, Sérvia, China, Coreia do Sul e Bulgária, o Brasil aparece em segundo lugar da fase de classificação, mas ocupa uma virtual terceira colocação, porque o Japão tem dois jogos a menos. Amanhã a seleção pega a Tailândia, às 10h30 de Brasília, para chegar aos 29 pontos (tem 26). O Japão tem 24 e enfrenta Turquia, Sérvia e Bélgica. Os EUA, com 27, ainda pegam Turquia e Alemanha.

Como a fase de classificação vai ser na Turquia e as turcas estão se classificando, elas são promovidas de sextas colocadas a cabeça de chave número 1. Assim, o Brasil deve ficar como cabeça número quatro, para pegar a quinta colocada. Ou seja, a Itália, que tem 23 pontos faltando dois jogos para o fim da fase de classificação. Mesmo que o Brasil venha a perder para a Tailândia e seja ultrapassado pelas italianas, o confronto seria o mesmo. Brasil e Itália se enfrentaram há duas semanas, em Brasília, com vitória das europeias.