PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

André/George é bronze e Brasil tem dobradinha no Mundial de Vôlei de Praia

André Stein (1) e George (2) estão na semifinal do Mundial de Vôlei de Praia - FIVB
André Stein (1) e George (2) estão na semifinal do Mundial de Vôlei de Praia Imagem: FIVB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

19/06/2022 13h16

O Brasil terá uma dobradinha no pódio do Mundial de Vôlei de Praia. Mais do que isso: o CT do Cangaço terá dobradinha. Neste domingo, André Stein e George venceram Schalk e Brunner, dos Estados Unidos, por 2 sets a 1 (15/21, 21/17 e 15/11), de virada, e ganharam a medalha de bronze na competição que está sendo realizada em Roma, na Itália.

Mais tarde, às 16h15, outra dupla do centro de treinamento localizado em João Pessoa vai jogar a final masculina: Renato Andrew e Vitor Felipe, contra Mol e Surum, da Noruega, dupla que ganhou o ouro olímpico em Tóquio e é a melhor da atualidade. As duas parcerias brasileiras treinam juntas sob o comando do mesmo técnico, Ernesto Vogado.

Antes, às 15h, o Brasil joga também a final feminina, com Duda e Ana Patrícia enfrentando Bukovec e Brandie, do Canadá. Neste caso, as brasileiras são as favoritas para um terceiro título mundial delas, o primeiro adulto. Antes, elas ganharam o Mundial Sub-19 em 2016 e 2017.

Para André Stein a medalha de Mundial também não é novidade. O bloqueador de 27 anos, natural de Vila Velha, surpreendeu ao ganhar o Mundial de 2017 ao lado de Evandro, tornando-se o mais jovem campeão mundial da história do vôlei de praia. Em 2018, ele decidiu jogar com Alison, para formar o que tinha tudo para ser a melhor dupla do país, mas o time não vingou e ele abriu a dupla no fim de 2019.

Alison pegou a vaga olímpica em Tóquio com Álvaro Filho e André foi jogar com George, formando um time que não estourou como planejado. Mesmo fora dos Jogos Olímpicos, eles continuaram juntos e, do fim do ano para cá, os resultados melhoraram. André e George venceram duas vezes a etapa de Itapema (SC) do Circuito Mundial, em 2021 e 2022, e vinham de um quinto e um terceiro lugares nas últimas duas etapas importantes do circuito.

No caso de George, a medalha é a segunda em Mundial, e a primeira também foi na base, no Mundial Sub-19 de 2014. O jogador, de 26 anos, natural de Campina Grande (PB) até jogou etapas do Circuito Mundial com Pedro Solberg, Vitor Felipe e Thiago, mas se firmou na elite com André, de 2019 para cá.