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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Fratus e Ana Marcela vencem provas importantes na Europa; Isaquias vai mal

Bruno Fratus nos Jogos Olímpicos de Tóquio - Satiro Sodré/SSPRESS/CBDA
Bruno Fratus nos Jogos Olímpicos de Tóquio Imagem: Satiro Sodré/SSPRESS/CBDA
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

22/05/2022 14h29

O fim de semana foi de conquistas para alguns dos principais atletas brasileiros. Em Montecarlo, Bruno Fratus venceu os 50m livre na etapa de Mônaco do circuito Mare Nostrum com o expressivo tempo de 21s49, que é a terceira melhor marca da prova no ano e o melhor resultado dele desde 2019.

Fratus não nadou o Troféu Brasil, porque estava garantido na convocação para o Campeonato Mundial de Budapeste por ser medalhista olímpico, então esta foi sua principal apresentação do primeiro semestre. No ranking do ano, ele fica atrás dos dois melhores da seletiva norte-americana: Caeleb Dressel (21s29) e Michael Andrew (21s45).

Também no Mare Nostrum de Mônaco, Leo de Deus foi bronze nos 200m borboleta ontem (21), atrás de Noe Ponti, da Suíça, e o veterano sul-africano Chad le Clos. Nos 100m livre, Gabriel Santos passou pelas eliminatórias com o melhor tempo, 48s99, mas acabou na quarta colocação com 49s22.

Na Espanha, Ana Marcela Cunha ganhou o Campeonato Espanhol (que é aberto para atletas de outros países) tanto nos 10km, distância olímpica, na sexta, quanto nos 5km, prova mais curta, ontem. Nas duas provas, superou a holandesa Sharon van Rouwendaal, campeã olímpica no Rio e prata em Tóquio.

Também em preparação para o Mundial, Viviane Jugblut, que vem melhorando seus resultados nas maratonas aquáticas, foi prata em uma competição na Itália. Foi superada, na batida de mão, pela húngara Mira Szimcsák, mas deixou para trás a italiana Rachele Bruni, prata na RIo-2016.

Na República Checa, um raro resultado ruim de Isaquias Queiroz. Em sua primeira competição internacional desde os Jogos de Tóquio, o brasileiro foi só sexto colocado no C1 1.000m na etapa de Racice da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade. Ele é o atual campeão olímpico da distância, vale lembrar.

O torneio marcaria o retorno da dupla dele com Erlon Souza, que tinha um problema crônico no quadril e não conseguiu disputar a Rio-2016, mas Erlon sofreu uma pequena lesão antes do torneio em Rarice e foi poupado no C2 500m, nova distância olímpica em dupla. No C1 500m, prova não-olímpica, Isaquias foi prata. Ele se prepara para o Mundial, em agosto, no Canadá.

Poucos destaques

Na Espanha, o Brasil faz uma campanha mediana no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo. Darlan Romani é o destaque, tendo vencido o arremesso de peso com 21,70m, marca equivalente ao quinto lugar do ranking mundial (Darlan está exatamente nesta posição, com 21,77m feitos em abril). A prata da prova ficou com Wellington Morais, que fez a melhor marca da vida: 20,78m.

Outra vitória importante do Brasil em Alicante veio com Vitória Rosa, nos 100m rasos, com 11s22. Finalista do Mundial Indoor nos 60m rasos, Vitória hoje é das poucas atletas do atletismo brasileiro que briga por finais em grandes competições. Ela é 23ª do ranking mundial, com 11s05 feitos em São Paulo no começo do mês.

Na prova masculina dos 100m, esperava-se mais de Felipe Bardi e Erik Cardoso, que não repetiram o desempenho das competições recentes. Só Bardi foi ao pódio, com um tempo alto: 10s26. No salto em altura, Thiago Moura fez 2,26m e assumiu o 14º lugar do ranking mundial, com medalha de prata.

No Brasil

Em Porto Alegre, os principais ginastas do país disputaram o Troféu Brasil de Ginástica Artística, que é o campeonato brasileiro por aparelhos. Na trave, Flávia Saraiva, duas vezes finalista olímpica, venceu Rebeca Andrade. Flavinha tirou 14,433, um centésimo a mais que a amiga.

Rebeca foi poupada pelo Flamengo para as competições internacionais da temporada, mas venceu ontem a outra prova que disputou, as barras assimétricas. Prata no Mundial do ano passado neste aparelho, ela somou 14,600 pontos em Porto Alegre, contra 12,833 de Jade Barbosa. No salto e no solo, a boa notícia é a vitória de um nome novo, Andreza Lima, uma paraense que compete pelo GNU, de Porto Alegre, ainda que sem notas expressivas.

Entre os homens, Arthur Zanetti não competiu nas argolas, e a vitória ficou com Gabriel Barbosa. Francisco Barretto ganhou no cavalo com alças, e Arthur Nory, campeão mundial em 2019, venceu na barra fixa, com boa nota 14,433, seguido de perto por Diogo Soares, que tirou 14,100. Caio Souza, finalista olímpico, ganhou no salto com 14,800. E também venceu nas barras paralelas, com Diogo em segundo.