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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Campeão do Pan é assassinado na rua no Equador em meio a crise

Alex Quiñonez, ex-atleta do Barcelona morto no Equador - Divulgação/Barcelona
Alex Quiñonez, ex-atleta do Barcelona morto no Equador Imagem: Divulgação/Barcelona
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/10/2021 06h23

Campeão dos 200m nos Jogos Pan-Americanos de Lima e um dos principais velocistas sul-americanos da história, o equatoriano Alex Quiñonez foi assassinado a tiros na noite desta sexta-feira (23) em Guayaquil, no Equador, onde morava. A morte foi confirmada pelas entidades esportivas locais, O Ministério do Esporte disse que as autoridades investigam o caso.

"Meu coração está totalmente despedaçado, não consigo encontrar palavras para descrever o vazio que sinto. Não posso acreditar que vamos continuar vivendo em meio a tanto mal e insegurança. Descanse em paz, querido Alex. Eu vou sentir sua falta por toda a minha vida", postou no Twitter o presidente da federação de atletismo do Equador, o também atleta olímpico Roberto Ibañez.

O Barcelona da Espanha, clube que ele defendeu no passado, também se expressou. "O Barcelona expressa seus sentimentos de condolências pelo assassinato de Alex Quiñonez, de 32 anos, que foi atleta do nosso clube. Descanse em paz", postou a agremiação, que tem uma forte equipe de atletismo.

Ainda se sabe pouco sobre a morte do corredor, cujo corpo foi encontrado em uma rua no bairro de Colinas de la Florida, em Guayaquil, na maior cidade do Equador, ao lado do cadáver de um amigo.

O país está há quatro dias sob estado de emergência, decretado pelo presidente Guillermo Lasso, como parte de uma ação de repressão ao consumo e ao tráfico de drogas. A medida, antidemocrática, tem sido criticada na comunidade internacional.

O estado de emergência de 60 dias permitirá aos militares se unirem a operações de apreensão de drogas e armas em nove das 24 províncias do país, incluindo Guayas, que abriga a grande cidade de Guayaquil, onde Quiñonez foi assassinado.

O corredor não esteve nos Jogos Olímpicos de Tóquio porque foi suspenso na véspera da competição, por infração do código antidoping, uma vez que falhou em ser encontrado para exames durante três vezes em um período de um ano. O corredor tinha 10s09 como melhor nos 100m e 19s87 como recorde pessoal nos 200m.