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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Marcus Vinicius fatura prata inédita no Mundial de Tiro com Arco

Marcus D"Almeida perde nas oitavas do tiro com arco e se despede das Olimpíadas - Julio Cesar Guimarães/COB
Marcus D'Almeida perde nas oitavas do tiro com arco e se despede das Olimpíadas Imagem: Julio Cesar Guimarães/COB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

26/09/2021 17h54

Marcus Vinicius D'Almeida conquistou, neste domingo (26), uma histórica medalha de prata no Mundial de Tiro com Arco, disputado em Yankton, nos Estados Unidos. Na final do arco recurvo (versão olímpica do esporte), ele perdeu para um dos maiores arqueiros de todos os tempos, o agora tricampeão mundial Woojin Kim, da Coreia do Sul, por 7 a 3, parciais de 29/26, 29/28, 27/30, 28/28, 29/27 — em cada set, cada atirador atira três flechas, que valem 10 pontos quando acertam o centro do alvo.

Essa é a primeira medalha da história do Brasil em Mundiais de Tiro com Arco. Em 2014, o mesmo Marcus Vinicius havia sido medalhista de prata de outra competição importante, a etapa final da Copa do Mundo, que também reúne os melhores arqueiros do mundo. Na ocasião, quando tinha 16 anos, apenas, ele perdeu a decisão para o norte-americano Brady Ellison, a quem venceu na semifinal do Mundial, hoje.

Marcus Vinicius, que agora está com 23 anos, começou a competição muito bem na terça-feira, quando foi realizada a fase de ranqueamento, em que todos os arqueiros lançam 72 flechas. Ele foi o segundo colocado desta etapa, com 670 pontos, só atrás de Woojin Kim. O resultado colocou os dois como cabeças de chave, e ambos confirmaram o favoritismo nos mata-matas.

Na campanha até a final, o brasileiro ficou de bye nas duas primeiras rodadas e estreou vencendo Dan Olaru, da Romênia. Na rodada seguinte, ele superou Steve Wijler, da Holanda, e depois fez 6 a 0 em Samet Ak, da Turquia, nas quartas. Hoje, alcançou a final e garantiu medalha superando Ellison por 6 a 4.

O Brasil fez campanha histórica no Mundial como um todo. Nos primeiros dias da competição, a equipe feminina venceu três confrontos seguidos, deixando pelo caminho dois times com medalhistas olímpicas de simples em Tóquio e chegou até a semifinal, um feito inédito. Mas, depois, sofreu duas derrotas, terminando na quarta colocação e ficando a um passo do que poderia ser a primeira medalha do país na história dos Mundiais.

No masculino, a equipe brasileira, liderada por Marcus Vinicius, caiu nas quartas de final, para a forte equipe da Coreia do Sul, berço da modalidade. Ele e Ane Marcelle ainda alcançaram as oitavas de final nas duplas mistas.

Esse é o segundo grande resultado do esporte olímpico do Brasil neste fim de semana. Ontem, Hugo Calderano foi campeão na etapa de Doha do Circuito Mundial de Tênis de Mesa, também a maior conquista da história da modalidade no país. Curiosamente os dois têm trajetória semelhante e surgiram para o esporte com medalhas de prata na Olimpíada de Juventude, em 2014.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que informado anteriormente, Hugo Calderano foi campeão na etapa de Doha do Circuito Mundial de Tênis de Mesa e não medalha de prata. O erro foi corrigido.