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Olhar Olímpico

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Em teste para Tóquio, Isaquias mostra que é favorito a 2 medalhas

Isaquias Queiroz e Erlon de Souza, medalhas de prata do C2-1000 m na Rio-2016  - Damien Meyer/AFP
Isaquias Queiroz e Erlon de Souza, medalhas de prata do C2-1000 m na Rio-2016 Imagem: Damien Meyer/AFP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

17/05/2021 13h59

Foram quase dois anos sem competir, sem mostrar ao mundo sua força. E na primeira vez em que caiu na água para remar ao lado de adversários, Isaquias Queiroz mandou o recado: segue o mesmo de sempre. Ganhou duas medalhas na Copa do Mundo disputada na Hungria, no fim de semana, e confirmou que é favorito a repetir a dose da Rio-2016 e subir ao pódio em todas as provas possíveis em Tóquio. Desta vez, em duas.

Por uma cultura que o técnico Jesús Morlan trouxe ao Brasil e que foi mantida depois de sua morte, Isaquias precisa entregar seu melhor no Mundial, na Olimpíada e, se possível, no Pan. As outras competições, incluindo Copas do Mundo, são testes para esses eventos maiores.

Por conta da pandemia, esses testes deixaram de existir depois do fim da temporada 2019 e só foram retomados com essa etapa de Copa do Mundo na Hungria, onde Isaquias foi muito bem. No C1 1.000m, conquistou a medalha de prata, superado pelo alemão Conrdad-Robin Scheibner, testado pela Alemanha no lugar do bicampeão olímpico Sebastian Brendel. Como na Olimpíada só é possível inscrever um barco por país por prova, só um deles vai a Tóquio.

Atual campeão mundial na distância, Isaquias deixou para trás todos os outros principais nomes da prova: o tcheco Martin Fuksa, em terceiro, o cubano José Ramon Cordova, em quarto, e mais atrás, o moldavo Serghei Tarnovschi, que voltou depois de quatro anos suspenso após ter sido pego no doping na Olimpíada.

Depois, Isaquias voltou para a raia para competir no C2 1.000m, a outra prova olímpica da canoa. Seu parceiro habitual, Erlon Souza, se recuperou recentemente de uma lesão no quadril e foi poupado, substituído por Jacky Godmann. E a dupla fez bonito, ganhando o bronze na competição, derrotada pelos barcos da Alemanha e de Cuba, mas à frente de Polônia e República Tcheca, outros rivais importante. Atual campeão mundial, o barco chinês não participou.

No Rio, Isaquias ganhou três medalhas — duas pratas e um bronze — porque havia três provas de canoa no programa. Agora são apenas duas, uma vez que o C1 200m foi retirado para a inclusão de mais uma competição feminina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL