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REPORTAGEM

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Revezamento brasileiro vence, mas pisa na linha e fica sem vaga em Tóquio

Revezamento 4x100m do Brasil - Reprodução/Instagram
Revezamento 4x100m do Brasil Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

01/05/2021 15h37

O revezamento 4x100m feminino do Brasil está, por enquanto, fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A equipe formada por Ana Carolina Azevedo, Vitória Rosa, Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos venceu a primeira série eliminatória do Mundial de Revezamentos, que começou a ser disputado hoje (1) na Polônia, mas uma revisão mostrou que Ana Carolina pisou parcialmente na linha ao pegar o bastão. Por isso o time foi eliminado.

O Mundial classifica os oito finalistas de cada prova olímpica para Tóquio, mas países importantes no atletismo, como Jamaica, Estados Unidos e Canadá, não enviaram delegação à Polônia devido à alta nos casos de covid no país europeu. Em cada prova, as oito finalistas do Mundial de Atletismo de 2019 já têm lugar assegurado em Tóquio, mas se um país chegar a ambas as finais, a vaga é distribuída pelo ranking mundial, não pelo resultado desse evento na Polônia.

Por isso esse Mundial de Revezamentos era uma chance de ouro para o 4x100m feminino do Brasil, que chegou à Polônia candidato inclusive a brigar pelo título. Mas, para confirmar o favoritismo, era fundamental não errar. E a seleção errou. Até terminou em primeiro, festejou a vaga, mas viu a revisão de vídeo mostrar a irregularidade. E já havia acontecido a mesmíssima coisa no Mundial de 2019: a equipe avançou à final, comemorou a vaga, mas foi desclassificada por pisão na linha na curva. Na época, com Bruna Farias.

Agora é brigar por uma vaga pelo ranking mundial, que admite resultados até 29 de junho. Como Itália e Suíça pegaram avançaram à final hoje e já têm vaga olímpica, então dois times vão a Tóquio pelo ranking. O Brasil, que fez 43s04 nos Jogos Pan-Americanos, por enquanto lidera essa lista, mas Canadá, Austrália, Costa do Marfim, Bahamas e Nigéria, por exemplo, têm condições de ultrapassar o time brasileiro.

O Brasil disputa o Mundial de Revezamentos também com o 4x100m masculino, que já tem vaga em Tóquio por ter sido finalista do Mundial de 2019, e com o 4x400m misto, prova que estreia no programa olímpico. Por uma estratégia da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), os revezamentos 4x400m masculino e feminino não foram priorizados no ciclo olímpico e sequer participaram dos Jogos Pan-Americanos de Lima, por exemplo. Assim, também não foram ao Mundial.