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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Aos 48 anos, Robert Scheidt é prata em principal teste para Tóquio

Robert Scheidt competindo em Portugal - João Costa Pereira/Osga_photo
Robert Scheidt competindo em Portugal Imagem: João Costa Pereira/Osga_photo
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

24/04/2021 12h15

Mais velho entre os atletas brasileiros classificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio, Robert Scheidt mostrou esta semana que segue em forma e vai, sim, brigar pela sexta medalha olímpica. No principal teste antes da competição no Japão, ele foi medalhista de prata na regata continental europeia disputada em Villamoura, Portugal, por praticamente todos os melhores velejadores do mundo na classe Laser.

O brasileiro, que completou 48 anos na semana passada e vai para sua sétima Olimpíada — um recorde entre atletas brasileiros — venceu uma das 12 regatas e foi segundo colocado em outras três. Com boa regularidade, sua marca registrada, terminou a competição apenas um ponto atrás do alemão Philipp Buhl, que é o atual campeão mundial.

Entre os competidores que Scheidt deixou para trás estão o britânico Michael Beckett, prata no Europeu do ano passado e que liderou boa parte da competição em Portugal, o francês Jean Baptiste Bernaz, campeão mundial em 2017, e o croata Tonci Stipanovic, bronze no último Mundial.

É comum na vela que competições regionais, mesmo campeonatos nacionais, contem com atletas de diversos cantos do mundo. A regata pré-olímpica da Laser em Portugal não foi diferente e contou com 139 competidores, da Europa e de países como Brasil, Estados Unidos, Chile, Guatemala, Canadá, etc. A principal ausência foram os velejadores da Austrália e da Nova Zelândia.

Scheidt retornou à classe Laser em 2019, após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio, quando terminou na quarta colocação. Nesse período de readaptação às novas técnicas e nova mastreação, cumpriu seu objetivo principal, que foi o índice para Tóquio, com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão.