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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Brasil reencontrará Alemanha na estreia do futebol em Tóquio

Companheiros da seleção vibram com Neymar após gol marcado em uma cobrança de falta - Buda Mendes/Getty
Companheiros da seleção vibram com Neymar após gol marcado em uma cobrança de falta Imagem: Buda Mendes/Getty
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

21/04/2021 06h30

Atual campeão olímpico no futebol masculino, o Brasil vai reencontrar a vice-campeã Alemanha logo em seu primeiro jogo da competição dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em dia 22 de julho. Mais do que isso: o jogo vai acontecer exatamente no Estádio Internacional de Yokohama, onde, 19 anos atrás, o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial em um duelo contra a Alemanha.

O sorteio do torneio, realizado hoje (21) na Suíça pela Fifa, colocou frente a frente os dois finalistas da Rio-2016, que serão rivais no Grupo D, junto com Costa do Marfim e Arábia Saudita. No futebol feminino o Brasil pega China, Zâmbia e Holanda. A estreia será contra a China.

A tabela divulgada previamente pela Fifa já previa que um duelo entre o cabeça de chave do Grupo D e o segundo melhor time do grupo logo na primeira rodada, em Yokohama. No sorteio de hoje, o Brasil, que estava no pote 1, caiu exatamente nesse grupo D. Os potes foram montados a partir de resultados nas últimas cinco edições dos Jogos Olímpicos e, apesar de ter sido vice no Rio, a Alemanha ficou no pote 2 junto com Honduras, por exemplo.

O time do técnico André Jardine, porém, deu azar e o primeiro rival sorteado para cair no grupo foi a Alemanha, que o Brasil enfrentará em 22 de julho, na véspera da cerimônia de abertura, em Yokohama. Depois, o segundo duelo será contra a Costa do Marfim, na mesma cidade, no dia 25. Para fechar a primeira fase, o Brasil encara a Arábia Saudita, dia 28, em Saitama.

Os dois primeiros colocados do grupo avançam e, caso o Brasil fique em primeiro, seu próximo compromisso será de novo em Saitama, contra o segundo do Grupo C, que pode ser Espanha ou Argentina (Egito e Austrália estão na mesma chave). Se ficar em segundo, o Brasil terá que viajar até Rifu, para pegar o primeiro desse Grupo C.

Os grupos acabaram ficando desequilibrados, quando se considera a tradição no futebol como um todo. O Grupo B, por exemplo, terá Nova Zelândia, Coreia do Sul, Honduras e Romênia. Essas equipes cruzam com as do Grupo A, de Japão, África do Sul, México e França.

No feminino o Brasil ficou no pote 2 e foi sorteado para fazer parte do Grupo F, da cabeça de chave Holanda, que nunca participou dos Jogos Olímpicos, mas é a atual vice-campeã mundial. É que no feminino os potes foram divididos de acordo com o ranking da Fifa. Estarão no mesmo grupo a China, que foi até as quartas de final na Rio-2016 e as oitavas na última Copa do Mundo, e a estreante Zâmbia.

Pela tabela, o Brasil estreia contra a China, em 21 de julho, dois dias antes da cerimônia de abertura, em Rifu. Na mesma cidade, no dia 24, encara a Holanda. Depois, fecha a primeira fase em Saitama contra a Zâmbia. Como são apenas três grupos, avançam os dois primeiros e mais os dois melhores terceiros colocados. Se ficar na liderança, o Brasil vai para Yokohama pegar pedreira: o vice do grupo G, que tem Suécia, EUA, Austrália e Nova Zelândia. No Grupo A ficaram Japão, Canadá, Grã-Bretanha e Chile.