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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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COB corta delegação e levará só dois dirigentes para Tóquio

Anéis olímpicos foram recolocados em Tóquio após quatro meses - Issei Kato/Reuters
Anéis olímpicos foram recolocados em Tóquio após quatro meses Imagem: Issei Kato/Reuters
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

12/04/2021 16h33

A missão brasileira que vai aos Jogos Olímpicos de Tóquio praticamente não terá dirigentes, como é usual em Olimpíadas. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou na sexta-feira a presidentes de confederações que eles desta vez não serão convidados como parte da "Família Olímpica". Também os programas Embaixadores e Vivência Olímpica foram cancelados.

De acordo com nota do COB à imprensa, apenas dois dirigentes irão ao Japão em funções institucionais: o presidente do COB, Paulo Wanderley, e o CEO do comitê, o ex-judoca Rogério Sampaio. Outros fazem parte do Time Brasil, ou seja, vão à Olimpíada para colocar a mão na massa, como é o caso do vice-presidente Marco La Porta, que será o chefe de missão.

O anúncio de que desta vez os presidentes de confederação não irão à Olimpíada foi feito em reunião online "informal" convocada de última hora na sexta-feira passada por Paulo Wanderley. O COB diz que a decisão teve apoio "unânime", apesar de a ida dos dirigentes à Olimpíada ser um momento importante da política esportiva internacional.

É cada vez maior a preocupação com a saúde de atletas e dirigentes por causa da covid, uma vez que os casos de internação chegam em grande número. Um dos mais antigos e influentes dirigentes do esporte olímpico brasileiro, João Tomasini, da canoagem, morreu vítima do coronavírus. Agora é Radamés Lattari, vice do vôlei, que está internado em UTI com a doença.

Para diminuir ainda mais os riscos, o COB confirmou que desta vez não executará os programas Embaixadores e Vivência Olímpica. O primeiro consiste na ida de ex-atletas olímpicos como convidados da Missão, passando experiência, e o segundo é exatamente o contrário: leva jovens atletas, com potencial para estarem na Olimpíada seguinte, para irem se acostumando com o clima dos Jogos.

Sem os três programas, o COB deixará de levar 100 pessoas para o Japão. "Essa é mais uma ação do COB que reforça a prioridade nas funções e serviços com impacto direto na performance esportiva e na segurança de todos os integrantes da delegação brasileira em Tóquio", justificou o comitê, em nota.