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Brasil avança no Mundial de Handebol mesmo sem vencer nenhum jogo

Brasil e Polônia no Mundial de Handebol - Divulgação
Brasil e Polônia no Mundial de Handebol Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

19/01/2021 18h15

O Brasil teve mais sorte do que juízo na primeira fase do Mundial Masculino de Handebol. Prejudicado por um surto de Covid no elenco e sem fazer nenhum jogo de preparação, a seleção brasileira levou um baile da Polônia, hoje, por 33 a 23, e encerrou a primeira etapa com dois empates e uma derrota. Mesmo assim, avançou para a próxima fase.

Pelo regulamento do Mundial, maior torneio internacional dos esportes olímpicos realizado durante a pandemia, 32 equipes foram divididas em oito grupos, com os três primeiros passando de fase. Até a última edição, em 2019, a competição tinha 24 times, mas a nova regra foi uma forma de incluir mais times africanos e americanos no Mundial, mesmo que eles caíssem na primeira fase, exatamente o que aconteceu.

O Brasil ficou no grupo com Espanha, Polônia e Tunísia, que deveria ser o saco de pancadas, mas deu trabalho para Polônia (perdeu de dois gols), Brasil (empatou em 32 a 32) e Espanha (perdeu de seis gols). Com um ponto, o time africano terminou em último e fez com que a seleção brasileira, com dois, entrasse em quadra para pegar a Polônia, hoje (19).

No jogo, a atuação do Brasil até que foi razoável na primeira etapa, que terminou com vantagem da Polônia por 13 a 11. Mas no segundo tempo, a atuação brasileira foi para esquecer. Faltas desnecessárias, deixando o time por longos períodos com um jogador a menos, ocasião em que o Brasil atacava sem goleiro, e os seguidos erros de ataque permitiram à Polônia marcar várias vezes com o gol brasileiro vazio. No meio do segundo tempo, o placar já estava 25 a 16. Depois, a Polônia só controlou.

O problema é que os resultados da primeira fase valem também para a segunda, exceto o resultado contra o time do grupo que foi eliminado. Assim, o Brasil tem um ponto e saldo de menos 10 gols na segunda fase, contra quatro da Hungria, três da Espanha, dois de Polônia e Alemanha e zero do Uruguai — no handebol, a vitória vale dois pontos. Só os dois primeiros colocados vão às quartas de final, o que significa que ao Brasil não resta outra alternativa senão ganhar todos os jogos contra Hungria, Alemanha e Uruguai.

O primeiro jogo é na quinta, contra a Hungria. No sábado, o Brasil enfrenta a Alemanha e, dois dias depois, encara o freguês Uruguai. A equipe deve contar com o reforço do capitão Thiagus Petrus, que testou positivo na véspera do Mundial e ficou de quarentena em Portugal. Ele e o técnico Tatá, na mesma situação, devem se juntar ao grupo nos próximos dias. Hoje, o time já contou com Arthur Patrianova, que ficou fora contra a Tunísia por causa do que agora se sabe era um falso positivo.

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