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Handebol masculino fica perto da Olimpíada mesmo após fracasso no Pan

Raul Nantes, jogador da seleção brasileira de handebol, comemora ponto contra o México no Pan - Luis ROBAYO/AFP
Raul Nantes, jogador da seleção brasileira de handebol, comemora ponto contra o México no Pan Imagem: Luis ROBAYO/AFP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

27/01/2020 12h46

Maior decepção do Brasil nos Jogos Pan-Americanos, a seleção masculina de handebol voltou a sonhar em disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio. Mais do que isso: as chances de classificação, antes remotas, agora são bastante altas. Uma combinação de resultados nos Campeonatos Europeu e Africano da modalidade colocaram o Brasil no Pré-Olímpico, e em uma chave viável para a meta da equipe.

Nono colocado no Mundial do ano passado, quando fez a melhor campanha de sua história, o Brasil fez uma preparação ruim para os Jogos Pan-Americanos, torneio que valia vaga para o campeão. Em Lima (Peu), ganhou todos os jogos sem encantar na primeira fase e sofreu uma inesperada derrota para o Chile na semifinal. Todos esperavam uma final de alto nível contra a Argentina, valendo vaga olímpica, uma tradição do Pan, mas a queda na semi deixou o Brasil até sem vaga no Pré-Olímpico.

Mas o sonho da Olimpíada se manteve vivo por causa da boa campanha no Mundial. Até o sétimo colocado teria vaga no Pré-Olímpico, mas os torneios continentais disputados agora em janeiro poderiam classificar diretamente a Tóquio equipes que ficaram à frente do Brasil no Mundial. Foi o caso da Europa, onde a Espanha, sétima colocada no Mundial, foi campeã e conseguiu a vaga olímpica.

Ao mesmo, tempo, na África, o Egito (oitavo no Mundial) venceu a Argélia e também se classificou para Tóquio pelo continente, abrindo lugar no Pré-Olímpico. Com essa combinação de resultados, o Brasil agora tem lugar na seletiva, e em um grupo relativamente fácil. São duas vagas para serem disputadas por Noruega (vice do mundo, bronze no Europeu), Chile (um time semi-amador, tradicionalmente inferior ao Brasil) e Coreia do Sul (de quem o Brasil ganhou por nove gols de diferença no Mundial). O torneio, será em abril, na Noruega.

O problema é que o Brasil, que tem a melhor geração da sua história, não vive bom momento. O técnico Washington Nunes foi estranhamente demitido depois do Pan e o desconhecido espanhol Daniel Gordo foi contratado para seu lugar, num contrato tampão, para o caso de o Brasil disputar o Pré-Olímpico. Na estreia, no Centro-Sul-Americano de Maringá (PR), no fim de semana, o time perdeu por 25 a 24 da Argentina e ficou com o vice-campeonato. Ao menos superou o Chile com facilidade, por 32 a 20. Com o resultado, se classificou para o Mundial do ano que vem.

Olhar Olímpico