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Riner perde em casa e vê fim de invencibilidade de quase 10 anos

Teddy Riner perde para Kokoro Kageura, no Grand Slam de Paris - LUCAS BARIOULET/AFP
Teddy Riner perde para Kokoro Kageura, no Grand Slam de Paris Imagem: LUCAS BARIOULET/AFP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

09/02/2020 10h07

Chegou ao fim neste domingo (9) um dos períodos mais importantes da história do judô mundial. Considerado um dos maiores judocas de todos os tempos - o maior não japonês, sem dúvidas -, o francês Teddy Riner, de 30 anos, foi derrotado pela primeira vez em 10 anos. A invencibilidade acabou exatamente diante da apaixonada torcida francesa, na segunda rodada do tradicional Grand Slam de Paris.

Riner até estreou vencendo na categoria peso pesado, mas parou diante do japonês Kokoro Kageura, que o venceu por wazari de contra-ataque no golden score de luta válida pelas oitavas de final. Atual número 10 do ranking mundial, o jovem de 24 anos foi campeão em Paris em 2018 e, no ano passado, ganhou a medalha de bronze. Ele disputa o direito de defender o Japão na Olimpíada de Tóquio contra Hisayoshi Harasawa, número 2 do mundo.

O francês, por sua vez, mantém a estratégia de quase não ter lutado no ciclo olímpico. Desta vez, porém, não apenas por decisão tática, mas também por conta da sua condição física. Desde a Olimpíada do Rio, ele disputou apenas cinco torneios do circuito mundial. Venceu o Mundial e o Mundial Open de 2017, os Grand PRix de Budapeste (2017) e Montreal (2019) e, no fim do ano passado, foi ouro no Grand Slam de Brasília, sofrendo muito na estreia exatamente contra Kageura, que só perdeu no golden score. Ele não lutava em casa, em Paris, desde 2013.

Com isso, Riner despencou no ranking mundial, ocupando apenas a 32ª colocação. No ranking olímpico, graças aos 1.000 pontos conquistados em Brasília e aos 700 de Montreal, ele é o número 24 e, hoje, estaria dentro da zona de classificação. Mas, até Tóquio, ele vai precisar de novos bons resultados para não perder essa posição.

O francês não perdia desde que foi derrotado por uma polêmica decisão da arbitragem no Mundial Open de 2010, disputado em Tóquio, quando foi derrotado na final por um japonês. Muito se falou, naquela ocasião, da interferência dos árbitros a favor do judoca da casa, Daiki Kamikawa, na última vez que se disputou a categoria "aberto" em um Mundial de Judô.

Antes disso, a última derrota de Riner no tatame havia sido para o usbeque Abdullo Tangriev, nas semifinais dos Jogos Olímpicos de Pequim. Naquele torneio, o francês faturou a medalha de bronze,

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