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Diego Garcia

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Em crise, Cruzeiro não paga concreto de obras e é levado à Justiça

Fachada da Toca da Raposa II, centro de treinamento do Cruzeiro - Guilherme Piu
Fachada da Toca da Raposa II, centro de treinamento do Cruzeiro Imagem: Guilherme Piu
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

02/09/2021 04h00

Com Thiago Braga, colaboração para o UOL

A crise financeira é tão grande no Cruzeiro que o clube não pagou o concreto para uma obra na Toca da Raposa. A inadimplência levou o time celeste à Justiça.

O Cruzeiro foi acionado no Judiciário de Minas Gerais em agosto, já com despacho do juiz Henrique Mendonça Schvartzman, que manda o clube pagar a dívida em 3 dias para não sofrer penhora de bens.

A cobrança é da Supermix Concreto, que apresentou notas fiscais e protestos dos serviços realizados ao clube de Belo Horizonte no fim de 2019.

Foram destinados à Toca da Raposa aproximadamente 96m³ de concreto dosado, feito principalmente por cimento, além de areia, água e outros ingredientes colocados em dose certa.

No total, a dívida hoje está na casa dos R$ 36,7 mil, que ainda vão ter o acréscimo de novos juros e correção monetária, mais custos processuais e honorários advocatícios.

Ontem (1), o clube já havia sido citado para efetuar em 15 dias o pagamento de R$ 330 milhões por uma ação movida pelo Grupo D.I.S e a GT Sports pela contratação do zagueiro Dedé, em 2013.

Não é só isso: o Cruzeiro vem penando com o excesso de cobranças judiciais e atrasos salariais. Ao todo, as dívidas do time celeste ficam na casa dos R$ 900 milhões, com faturamento cada vez menor, já que a equipe está na Série B. Hoje, ocupa apenas a 14ª colocação da segunda divisão.

O clube foi procurado para comentar o processo da Supermix, mas não respondeu.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado no título, a Supermix não vende cimento, ela é uma fornecedora de concreto. O erro foi corrigido.