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Cruzeiro é citado na Justiça para pagar R$ 330 milhões a agentes de Dedé

Dedé e Cruzeiro rescidiram contrato há dois meses após longa queda de braços na justiça - Bruno Haddad/Cruzeiro
Dedé e Cruzeiro rescidiram contrato há dois meses após longa queda de braços na justiça Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Do UOL, em Belo Horizonte

01/09/2021 11h30

A Justiça citou o Cruzeiro para efetuar em 15 dias o pagamento de R$ 330 milhões ou para que o jurídico do clube entre com defesa para reverter a ação monitória movida pelo Grupo D.I.S e a GT Sports - além dos empresários Marcos Vinícius Secundino e Giscard Saltos -, que auxiliaram a Raposa na contratação do zagueiro Dedé, em 2013.

De acordo com informação publicada originalmente pela Rádio Itatiaia, o clube apresentará posteriormente sua defesa, que se refere aos embargos monitórios. A diretoria ainda afirma que "em hipótese alguma haverá pagamento do valor neste momento".

Apesar de ter sido comunicado do prazo e do valor, a discussão do processo só começará após a apresentação da defesa; posteriormente, virá o resultado do julgamento em 1ª instância. Em casos assim, a apresentação da defesa posterga a obrigatoriedade de pagamento imediato.

Foi com a importante ajuda de investidores que o Cruzeiro comprou 45% dos direitos econômicos de Dedé junto ao Vasco, por cerca de R$ 14 milhões, há oito anos. Recentemente (há exatos dois meses), as partes chegaram em acordo e a rescisão foi assinada, após longa queda de braço.

Os direitos do zagueiro ficaram assim divididos: 51,91% pertencentes ao grupo DIS, 6,5% para a GT Sports Assessoria, 30,5% para Marcos Vinícius Sánchez Secundino e outros 11,09% para Giscard Salton, que repassou o direito à empresa da qual é sócio: EAS Agência de Atletas Ltda.

Na época da negociação, agente e clube firmaram acordo no qual ficou definido que se houvesse a rescisão antecipada e unilateral do vínculo de Dedé, ou caso o jogador conseguisse o rompimento indireto via Justiça, o Cruzeiro seria obrigado a pagar o valor referente à cláusula indenizatória esportiva, que foi estipulada no último contrato do jogador com o clube, equivalente a R$ 330 milhões.

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