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Projeto Emergência Indígena apoia povos da floresta no combate à Covid-19

Yanomami em trilha durante encontro de Lideranças Yanomami e Ye"kuana - Victor Moriyama / ISA/Victor Moriyama / ISA
Yanomami em trilha durante encontro de Lideranças Yanomami e Ye'kuana Imagem: Victor Moriyama / ISA/Victor Moriyama / ISA

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

02/09/2020 12h02

Não é novidade que os povos indígenas estão entre os mais afetados pela pandemia de coronavírus no Brasil. Para acompanhar os avanços da doença na floresta e pensar em estratégias de enfrentamento da situação, diversas organizações se uniram para criar o projeto Emergência Indígena. O site da iniciativa divulga regularmente os números atualizados e as maneiras pelas quais é possível contribuir com a causa.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), uma das organizadoras do projeto, diz que os casos de Covid-19 são apurados diariamente e confirmados através do contato direto com as lideranças indígenas e organizações locais, incluindo indígenas residentes em áreas urbanas. A partir dessas informações, o site oferece um panorama geral do avanço da doença —nesta quarta (2), o número de casos chega a 29.381.

Os gráficos oferecem também uma visão detalhada sobre os 156 povos afetados divididos por estados e a distribuição geográfica por município. O Amazonas foi o primeiro estado a ter a confirmação de indígenas contaminados e hoje concentra o maior número de mortes entre indígenas.

"Chamamos atenção para o fato de a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) ser um dos principais vetores de expansão da doença dentro dos territórios indígenas, alcançando a região com maior número de povos isolados do mundo: o Vale do Javari", ressalta a publicação.

O Emergência Indígena tem ainda um canal de denúncias por meio do qual parentes e aliados podem reportar ameaças e violações aos seus direitos e o Memorial da Vida Indígena, com o objetivo de homenagear os que se vão e ressignificar suas histórias.