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Jorge Moraes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Maverick: Fiat Toro deve temer a chegada da nova picape da Ford ao Brasil?

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Imagem: Divulgação
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Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

29/10/2021 11h00

A chegada das primeiras unidades da Maverick ao Brasil, mesmo que sejam apenas para ações de lançamento, reacendeu a disputa futura entre a picape da Ford e a Fiat Toro. Mas será que a líder do mercado nacional deve temer a vinda do utilitário norte-americano?

A Ford domina o mundo quando o assunto é picape. Lidera com folga o maior mercado desse tipo de veículo nos Estados Unidos. Esse DNA dos utilitários da marca agregará valor à Maverick, mas só isso não será suficiente para ter um volume que a faça disputar entre as líderes.

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A confirmação de que, em um primeiro momento, apenas virá a versão à gasolina com o mesmo conjunto mecânico do Bronco deve ter dado um pouco mais de alívio aos italianos. A versão híbrida da Maverick seria o trunfo da Ford para tentar tirar clientes das versões a diesel da Toro. Apenas com gasolina, entretanto, essa briga já não fica tão justa.

Versão preparada para o Brasil, a Maverick Lariat FX4 tem motor 2.0 Ecoboost turbo com cerca de 240 cv (um pouco a mais que o Bronco) e câmbio automático de oito velocidades. Assim como o SUV, deverá ter tração integral com seletor de terrenos, agregando o DNA off-road da marca.

Lembrando que a Maverick em versão única enfrentará uma vasta gama de versões da Toro. São três opções de motores, dois flex, sendo um aspirado (1.8 de 139 cv) e outro turbo (1.3 de 185 cv), além do turbodiesel de 170 cv e 35,7 kgfm de torque. A Maverick é bem mais potente e tem até mais torque (38,4 kgfm) que qualquer Toro. Mas em tempos de gasolina nas alturas, a falta de outras motorizações pode pesar - mesmo se tratando de um público-alvo de alto poder aquisitivo.

A Maverick tem medidas semelhantes às da Toro: empata na largura (1.84 m) e altura (1,74 m), mas ganha no comprimento em 13 centímetros com seus 5,07 metros e no entre-eixos 8 cm maior (3,07 m contra 2,99 m da Toro). Comparando com a Ranger, por exemplo, a Maverick é cerca de 30 centímetros menor no comprimento.

Em relação à tecnologia embarcada, a Toro se preparou bem para a chegada da moderna picape da Ford. A Fiat modernizou no interior de seu utilitário, promovendo a conectividade sem fio na cabine e até de forma remota através de app. A Maverick terá tudo isso também, baseado no que vimos no Bronco. Então, nesse quesito, as rivais estão bem pareias.

As ações de lançamento da Maverick se iniciam agora em novembro e devem culminar com a chegada das picapes às revendas em cerca de 120 dias. O preço será determinante. Hoje, a Toro mais cara, a Ultra, custa R$ 198 mil. A Ford não poderá se distanciar muito desse valor se quiser ter fôlego com a novidade. Até mesmo porque, acima da casa dos R$ 200 mil já temos versões interessantes da Ranger com motor turbodiesel. A montadora do oval azul não terá uma faixa de valor muito extensa para trabalhar sua Maverick.

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* Colaborou de Bruno Vasconcelos à coluna

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL