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Homem recupera movimentos afetados por covid e segura filha pela 1ª vez

Wallace dos Santos, de 34 anos, em seu primeiro encontro com a filha, que nasceu há quase 1 mês - Reprodução/Arquivo Pessoal
Wallace dos Santos, de 34 anos, em seu primeiro encontro com a filha, que nasceu há quase 1 mês Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal

Tatiana Campbell

Colaboração para o VivaBem, no Rio de Janeiro

22/06/2021 16h38Atualizada em 22/06/2021 20h19

O recepcionista Wallace dos Santos, de 34 anos, realizou ontem um de seus maiores sonhos: segurar a filha recém-nascida nos braços. Ele só conseguiu conhecer a pequena Giovana 29 dias depois do nascimento da menina.

A demora do encontro entre o carioca e a bebê foi causada pela covid-19. Wallace passou mais de 70 dias tratando complicações do vírus, passando um período internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Em abril, pouco depois de testar positivo para a covid, o recepcionista precisou ser intubado, com uma piora progressiva no quadro. A mulher de Wallace, grávida, também foi internada por causa do coronavírus. Rafaela Caetano, de 30 anos, estava na fase final da gestação quando foi diagnosticada.

"Eu internei com 38 semanas com muita falta de ar, minha saturação estava muito baixa, fiquei três dias no oxigênio e melhorei. Eu dei entrada no hospital no dia 16 de maio, e ela [a filha] veio no dia 23", contou ao VivaBem a também recepcionista.

A família explica que com o tempo prolongado de internação, sempre deitado, Wallace acabou perdendo muita massa muscular e passou a ter dificuldades para mover os braços e pernas. Ele segue realizando fisioterapia, ainda precisa de um andador, mas se recupera bem. Uma das maiores motivações para a reabilitação, segundo ele, era a vontade de conhecer a filha.

"Os funcionários colaram fotos dela na parede e foram essas fotos que me confortavam, eu não via a hora de ver ela. Eu não aguentei quando vi minha filha, já estava chorando, minha esposa me deu ela no colo, foi uma emoção muito grande e nem acredito que hoje estou com ela", conta ele, emocionado, sobre a reunião com a bebê, realizada ontem na saída do hospital.

O recepcionista detalha que cerca de uma semana após o nascimento da filha começou a apresentar melhoras e foi transferido do CTI para a enfermaria da unidade. Foi lá que começou a fazer fisioterapia para recuperar os movimentos dos braços e das pernas.

"Eu só queria agradecer aos profissionais que sempre tiveram muita empatia, fizeram chamada de vídeo para ele quando a Giovana nasceu. Ele ficou cerca de 35 dias intubado, precisou de fisioterapia por ter perdido muita massa muscular, a gente só tem que agradecer ao hospital, cuidaram muito bem da gente, principalmente dele", disse Rafaela.

A recepcionista ainda afirma que toda a apreensão em torno da saúde do marido só serviu para unir mais ainda a família.

"Minha filha está bem, nasceu bem, amanhã ela faz um mês. Ficamos muitos aliviados e foi muito gratificante receber ele em casa e estar com ele. Estamos juntos há muito tempo, mas casados estamos há dois anos. Eu sei que nossa relação vai sair mais fortalecida depois de tudo isso", completa.

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