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Usar lubrificante com álcool ou só álcool no sexo ajuda a evitar doenças?

Daniel Navas

Colaboração para o VivaBem

08/12/2020 04h00

Resumo da notícia

  • O álcool, em contato com mucosas, pode causar ressecamento, o que aumenta as chances de fissuras
  • Esses pequenos cortes aumentam a possibilidade de bactérias e fungos entrarem no organismo e causarem doenças
  • O método mais eficaz para evitar as IST é a camisinha e, mesmo usando preservativo, o lubrificante deve ser à base de água
  • Se tiver álcool no lubrificante, isso pode ajudar a romper a camisinha, o que aumenta a probabilidade de contrair uma infecção ou gravidez indesejada

Não, pelo contrário, pode contribuir para o desenvolvimento de infecções. O álcool é extremamente corrosivo e, em contato com a mucosa da vagina, do pênis ou do ânus, pode causar ressecamento, o que aumenta a chance de queimaduras e pequenos cortes (fissuras). Como consequência, favorece a entrada de bactérias e fungos, o que leva à dor e ao aparecimento de doenças infecciosas.

Até hoje, o método mais eficaz para evitar as IST (infecções sexualmente transmissíveis) é o uso da camisinha. Seja a masculina ou a feminina, o preservativo impede o contato direto do pênis com a vagina ou com o ânus e, consequentemente, a transmissão de vírus, bactérias e fungos por meio da relação sexual.

E mesmo com o uso da camisinha, lubrificantes à base de álcool ou óleos não devem ser utilizados. Estes produtos aumentam a porosidade do preservativo, o que pode levar ao seu rompimento, aumentando a probabilidade de contrair uma infecção ou até mesmo uma gravidez não desejada. Por isso, o ideal é sempre procurar lubrificantes que sejam à base de água. Além disso, como complemento à prevenção, também é importante realizar exames uma vez ao ano, ou conforme recomendação do médico.

Se estiver com algum sintoma, como corrimento, sangramento ou dor, procure um infectologista, ginecologista ou urologista imediatamente. Ele fará todos os exames necessários para encontrar qual o problema. Assim que for feito o diagnóstico, o profissional indicará o melhor tratamento, que vai desde medicamentos de uso oral, tópico e, eventualmente, injeções. Esqueça receitas caseiras: na hora do sexo é camisinha e lubrificante à base de água.

Fontes: Lilian Fiorelli, médica ginecologista especialista em sexualidade feminina e uroginecologia pela USP (Universidade de São Paulo); Rico Vasconcelos, infectologista da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e colunista de VivaBem.

Quais são suas principais dúvidas sobre saúde do corpo e da mente? Mande um email para pergunteaovivabem@uol.com.br. Toda semana, os melhores especialistas respondem aqui no VivaBem.

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