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Prazer, autoestima: o papo de Angélica, Kalimann e mais famosas em Universa

Nathália Geraldo

De Universa, em São Paulo

04/05/2022 04h00

A pressão para ter um "corpo padrão", o tabu de falar sobre vibradores e prazer na masturbação, a ideia de que não é só colocar um batom vermelho para ser "empoderada". Nesta temporada do "E Aí, Beleza?", programa de Universa apresentado pela maquiadora Fabi Gomes, mulheres como Angélica, Érika Januza, Joice Berth, Lore Improta, entre outras convidadas, levaram para o público todas essas discussões.

"Sábio é o homem que entende que o vibrador é um aliado. Viver plenamente assim é melhor para ele e para a mulher", disse Angélica sobre sexualidade —a apresentadora também falou sobre menopausa, maternidade e autocuidado.

A apresentadora é mãe de Eva, Joaquim e Benício, filhos dela com o apresentador Luciano Huck, e foi uma das famosas que abriram o coração sobre maternidade. Nem sempre o papo de "padecer do paraíso" corresponde à realidade. Angélica falou sobre o que sentiu durante as gestações que viveu.

A maternidade trouxe para mim segurança, uma forma diferente de enxergar o mundo, mas digo que não gosto da gravidez. Para mim, é um momento muito tenso, de só querer que tudo dê certo. Gosto de ter filho, não gostei das gestações.

Já a dançarina e influenciadora digital Lore Improta explicou que foi o puerpério —o momento após o parto— que gerou uma reviravolta emocional em sua vida. Mãe de Liz, de seis meses, ela sofreu com a instabilidade e com as mudanças que viu seu corpo passar. "Foi a primeira vez que eu não consegui ter controle sobre a minha pessoa, e isso me deixava totalmente desestabilizada emocionalmente".

Rafa Kalimman: "Tinha uma imagem distorcida do meu corpo"

rafa - Reprodução: Instagram - Reprodução: Instagram
Rafa Kalimann
Imagem: Reprodução: Instagram

Para a ex-BBB Rafa Kalimann, também entrevistada por Fabi, a questão da autoestima corporal e a pressão para se encaixar nos padrões a acompanharam por muito tempo. "Tinha uma imagem distorcida do meu corpo e para estar dentro do padrão estético fazia coisas que me chocam agora. Era uma dieta maluca, ficar sem comer, tomar sopa de berinjela por vários dias. Quando mudei para São Paulo, na época, até comecei a fumar porque achei que iria diminuir a ansiedade".

O entendimento do amor-próprio, aliás, pode ser ainda mais desafiador para mulheres negras. Foi o que a atriz Erika Januza sentiu em relação a parar de alisar o cabelo e ter os fios naturais.

erika - Renata Xavier/Divulgação - Renata Xavier/Divulgação
Erika Januza
Imagem: Renata Xavier/Divulgação

"Hoje, me acho bonita, mas já tive fases onde sempre encontrava algum problema em mim. Sempre estava errada aos olhos do mundo. Quando era adolescente, me achava magra demais, que meu cabelo não era bonito. Desde então, tive o cabelo alisado, que é uma coisa que vem de gerações, alisar o cabelo para tentar ser uma espécie de escudo para ser aceita. Uma luta constante com essa adaptação da Érika com o mundo".

Como se empoderar e se sentir mais confiante?

Para a arquiteta e escritora Joice Berth, que também cresceu sob as égides de que o cabelo, a pele e os traços que têm não são considerados "bonitos", se empoderar vai além da parte estética.

"É uma jogada de mestre pegar a beleza, que é um ponto nevrálgico na constituição subjetiva das mulheres, e colar com esse desvio do empoderamento. Porque se vende que a mulher está empoderada por estar usando determinado batom, porque colocou silicone", explicou para Fabi. "Empoderamento envolve beleza, sim, mas ela foi convertida em instrumento de opressão, lucro do mercado que oprime. A proposta é entender que não é a aparência que nos valida como ser humano produtivo ou capaz".

A força para isso? A jornalista Aline Midlej pode ter a resposta: ancestralidade e a busca por conquistas que não são só individuais. Apresentadora da GloboNews, ela falou sobre negritude e representatividade durante o "E Aí, Beleza?".

"Quando chego em qualquer lugar, principalmente em um estúdio de televisão, estou carregando história, ancestralidade, luta, resistência e resiliência de muitas mulheres que abriram caminhos para mim. Eu me sinto atravessando esse portal a cada conquista minha. É um resultado de um trabalho individual, mas que está dentro de um coletivo que tornou possível a chegada de mulheres como eu nestes espaços de maior visibilidade. Eu sempre falo que a negritude não me define, ela me compõe."

As entrevistas completas podem ser assistidas no canal do YouTube de Universa e no Canal UOL,

Esta temporada de "E Aí, Beleza?", apresentada pela maquiadora Fabi Gomes, também teve convidados homens. Assista ao papo com o ex-jogador de futebol Raí e com o cantor sertanejo Gustavo Mioto. Há ainda vídeos disponíveis de tutoriais de maquiagem, no quadro "Make Sem Drama", com dicas de ouro da nossa maquiadora.