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Suor, vento e água: como cuidar do cabelo durante práticas esportivas

Transpiração, cloro e sal do mar mexem com a saúde dos fios - iStock
Transpiração, cloro e sal do mar mexem com a saúde dos fios Imagem: iStock

Karina Hollo

Colaboração para Universa

24/07/2021 04h00

Se você estava precisando de uma dose de inspiração para começar (ou voltar) a praticar esportes, a Olimpíada de Tóquio pode ocupar este espaço. Independentemente do exercício escolhido, alguns dos fatores de agressão para o cabelo são os mesmos. Suor, cloro, água do mar, sol e vento são alguns deles, que contribuem para o ressecamento e sensibilização dos fios.

"Mergulhos no mar, por exemplo, deixam uma camada de sal no cabelo, que vai contribuir para que ele fique desidratado e mais propenso à quebra", diz a dermatologista Fernanda Porphirio, da Clínica Vanité, em São Paulo. "Já o sol causa um dano térmico nas fibras do cabelo, desgastando-as. Tambén pode atingir o couro cabeludo e causar um estresse oxidativo no folículo, gerando até mesmo queda", alerta. O vento, que parece mais inofensivo, também causa ressecamento, fragilidade e quebra.

"A maioria dos danos são causados por perda de água e proteína que faz a camada de proteção do fio", conta Fernanda. Isso sem falar do suor, que fica depositado no couro cabeludo. Mas nada disso é motivo para estragar o seu momento ativo. Como cuidar do cabelo em cada modalidade? A gente explica a seguir.

Na terra, o cabelo embaraça
Na caminhada ou na corrida, jogando tênis, vôlei ou frescobol, o ideal é prender os fios com cuidado. Use elásticos não muito apertados e sem puxar demais as mechas para evitar quebra e queda por tração. Vale um rabo, uma trança, torcidinhos laterais, desde que eles estejam frouxos. Em casos drásticos, o excesso de força pode até causar falhas.

"Se você traciona muito o cabelo, acaba gerando um 'arrancamento' dos fios, mesmo que leve. Ao longo do tempo essa prática pode gerar uma reação inflamatória que por sua vez, pode causar uma cicatriz onde o cabelo não nasce mais", alerta a dermatologista Regislaine Miquelin, de São José do Rio Preto (SP).

Depois da atividade física intensa, lave os fios. Assim, evitará que o suor e a oleosidade se acumulem no couro cabeludo, obstruindo os poros. Chegou da rua? Faça uma pausa antes de entrar no box. "Acho que é interessante escovar o cabelo antes da lavagem, ainda seco. Se ele está cheio de nós, a situação tende a piorar no chuveiro", diz Fernanda.

Atenção com a hidratação, porque os cabelos ressecados e porosos tendem a enroscar mais. "Vale usar óleos para hidratar e tomar cuidados para que o cabelo não resseque, como enxaguar com água fria", indica a especialista. Máscara semanal também não pode faltar e óleo capilar pode ajudar a evitar pontas duplas.

"Outra coisa importante é não prender o cabelo molhado porque aumenta muito a quebra desse fio. Para qualquer penteado, mesmo tranças, o ideal é que você espere o cabelo secar naturalmente ou use secador depois de proteger com protetor térmico", ensina Fernanda.

Na água, os fios ressecam e sofrem mudanças de cor
Entrar na piscina e sair com o cabelo verde é o pesadelo de quem tem cabelo loiro. "Muita gente acha que isso acontece por causa do cloro, mas, na verdade, ocorre porque existe outra substância na água, o sulfato de cobre", explica a dermatologista Regislaine Miquelin.

Para evitar o efeito, ela dá algumas dicas (que valem tanto para a natação em piscina, quanto em esportes feitos no mar, como triathlon). "Mantenha o cabelo sempre hidratado, tome uma ducha antes de mergulhar (para que o cabelo absorva essa água antes da água da piscina), evite a atividade pelo menos uma semana após a utilização de químicas para descolorir e tingir os fios, e tome outra ducha depois de sair da piscina, lavando bem os cabelos. Ao menos uma vez na semana, use um shampoo antirresíduos."

Outra boa dica é criar uma película protetora com um óleo, fluido com proteína ou até um finalizador. "Você também pode utilizar protetor térmico quando houver exposição solar ou se for usar secador, e um protetor físico como um chapéu, que faz uma barreira, para que os agentes climáticos não cheguem às madeixas", fala Fernanda.

Atividade física em excesso pode causar queda capilar?
Atletas de alta performance têm um consumo alto de energia e cabelos e unhas são sempre a última parte do nosso corpo a receber nutrientes. "Então, se houver um gasto muito grande de calorias sem um aporte de nutrientes adequado, eles podem, sim, sofrer com queda capilar", diz Fernanda. O ideal é ter um acompanhamento clínico, médico, específico em termos nutricionais, para que não haja carência vitamínica.

Já exercícios leves, cotidianos, só fazem bem: eles aumentam a circulação sanguínea, reduzem os efeitos do estresse e inundam o organismo de substâncias responsáveis por sensação de bem-estar.

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