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Polícia investiga caso de mulher que ficou na UTI após escova progressiva

Magali foi internada após fazer escova progressiva  - Reprodução/TV Globo
Magali foi internada após fazer escova progressiva Imagem: Reprodução/TV Globo

De Universa

28/08/2020 18h53

Uma jovem, chamada Magali, precisou ficar internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital do Paraná, após fazer uma escova progressiva em Cascavel. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso.

A suspeita é que o mal-estar foi causado pelo uso do formol - substância tóxica e proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) - no produto para alisar os cabelos.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na terça-feira (25), a mulher relatou que teve parada cardiorrespiratória, ficou internada por três dias em UTI, sendo mantida sob respiração mecânica, e mais dois dias internada em leito hospitalar.

"Eu ainda estou bem debilitada, me recuperando do susto que levei", declarou Magali durante participação no programa "Encontro com Fátima Bernardes" de hoje.

Ela também contou: "Eu já havia feito [escova progressiva] duas vezes. Quando eu me mudei para Cascavel, eu procurei essa moça e ela acabou usando produto com formol. Segundo ela, diz que tem [formol]. Agora, a polícia vai investigar para ver se realmente tinha formol, se o produto era adulterado, falsificado".

Magali relatou que começou a se sentir mal logo que o produto começou a ser aplicado.

"Senti ardência no olho, saía muita água. Falei que não estava me sentindo bem e ela falou que isso era normal, porque o produto é forte. Quando voltei para minha casa, não aguentava de dor na minha cabeça, chegou até a sair sangue do meu nariz."

Foi então que seu filho de cinco anos percebeu que ela estava passando mal e ligou para o pai dele.

"Entrei no banheiro na intenção de tirar o produto da minha cabeça porque ela não tirou na hora. Ela falou que eu teria que voltar no outro dia para tirar o produto do cabelo. Na hora que comecei a lavar o cabelo, comecei a sentir muita falta de ar, dor de cabeça."

Ao programa, o advogado da mulher que aplicou o produto no cabelo de Magali explicou que ela comprou o produto sem restrição em uma loja e que a embalagem não dizia que precisava ser manuseado por profissional. Segundo ele, sua cliente não é cabeleireira nem vive disso.

Universa entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná, que informou investigar o caso. "A PCPR apura os fatos relatados, devendo ouvir envolvidos e testemunhas, verificar se o produto utilizado pela cabeleireira tem registro na Anvisa, bem como se esta substância teria relação com o quadro de saúde desencadeado".

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