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Orgasmo sem sexo: 8 maneiras possíveis de uma mulher chegar lá

O orgasmo feminino ocorre no cérebro e não nas genitais - iStock
O orgasmo feminino ocorre no cérebro e não nas genitais Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

04/08/2020 04h00

Toda mulher tem um enorme potencial para sensações orgásticas que vão muito além do sexo com alguém e da masturbação. Como o orgasmo ocorre no cérebro, e não nos genitais, alguns gatilhos e estímulos - voluntários ou não - podem provocar excitação e conduzir ao clímax.

Universa conversou com especialistas e lista, a seguir, alguns exemplos:

8 maneiras de uma mulher alcançar o orgasmo, mesmo sem sexo

1. Dormindo (e sonhando): Os "sonhos molhados" são comumente atribuídos aos homens, em especial na fase da adolescência. Porém, muitas mulheres costumam obter orgasmo enquanto dormem. Durante a fase REM do ciclo do sono, há um aumento da atividade cerebral e uma aceleração da circulação sanguínea, o que costuma causar um "inchaço" no clitóris. É uma etapa em que os sonhos ocorrem com mais frequência; se o teor for erótico, maior a chance de um orgasmo.

2. Pensando: Lembranças, fantasias, antecipação de uma experiência que promete ser prazeirosa... Segundo a neurofisiologista Berverly Whipple, pesquisadora da Universidade Rutgers, em Nova Jérsei (EUA), e uma das defensoras da existência do ponto G, tudo o que passa pela nossa mente e tem conteúdo erótico pode funcionar como um gatilho para a excitação e, como consequência, o pico sexual - e sem qualquer estímulo físico.

3. Fazendo exercícios físicos: Num estudo realizado pela Universidade de Indiana (EUA), mais de 500 mulheres relataram já ter chegado ao clímax durante a prática de atividade física intensa, como spinning, abdominais e até levantamento de peso. Outro estudo, divulgado no periódico britânico "Journal Sexual and Relationship Therapy" em 2011, revelou que 51% das mulheres entrevistadas experimentaram um "coreogarsmo" durante uma sessão de abdominais. Os movimentos de contrair e relaxar podem estimular o clitóris e gerar uma explosão de prazer.

4. Praticando Ioga: Por si só, a prática já ajuda a combater inimigos de uma sexualidade saudável como estresse e ansiedade e a exercitar a flexibilidade e a conexão com o momento presente, fundamentais para relações satisfatórias. Alguns exercícios mais avançados trabalham com a musculatura do assoalho pélvico, alongando e "abrindo" os quadris", favorecendo maior prazer.

5. Ouvindo sussurros: Os vídeos do tipo ASMR (Autonomous Sensory Meridian Response, que em tradução livre significa Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano) viraram febre e passaram a explorar o nicho de conteúdo erótico. A satisfação induzida por ruídos e gemidos podem levar a uma sensação corporal de excitação que, em casos extremos, alguns são capazes de atingir conduzem ao orgasmo apenas ouvindo o som da voz de outra pessoa.

6. Tomando banho: Sem penetração e sem a presença de uma outra pessoa, as brincadeiras com o chuveirinho direcionadas ao clitóris podem render um gozo sem igual.

7. Experimentando o BDSM: A sigla significa Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo e inclui uma série de práticas - jogos entre mestre e escravo, aplicação de castigos físicos e/ou psicológicos, cenas com velas e instrumentos de tortura, entre outros - que raramente envolvem sexo e/ou penetração. A dor, nessas circunstâncias, é compreendida como prazer e pode levar ao êxtase sexual.

8. Massagens: As tântricas, em especial, possibilitam diversas sensações eróticas que podem facilitar o orgasmo feminino sem que haja a necessidade de penetração. Uma delas é a Yoni , direcionada à vulva, que promove o autoconhecimento e a consciência corporal. A Sentitive, por sua vez, é feita com o par: um explora cada pedacinho do corpo do outro apenas com a ponta dos dedos. Os toques diferentes do sexo convencional, sem priorizar os genitais, são um dos segredos do prazer na filosofia do Tantra.

Fontes consultadas: Carla Cecarello, psicóloga, sexóloga consultora do site C-Date e fundadora da ABS (Associação Brasileira de Sexualidade); Gabriela P. Daltro, psicóloga e sexóloga da plataforma Sexo Sem Dúvida; Oswaldo Martins Rodrigues Jr., terapeuta sexual, diretor do Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade) e autor do livro "Parafilias - Das Perversões às Variações Sexuais" (Zagodoni Editora), e Priscilla Leite, instrutora do canal no YouTube Pri Leite Yoga.

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