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Mulher assediada em trem não consegue dormir e diz que foi ameaçada

De Universa, em São Paulo

08/07/2020 11h05

Assediada por um homem que se masturbou em frente a ela em um trem no Rio de Janeiro, Larissa Almeida afirmou estar passando por momentos difíceis para se recuperar do trauma. No começo da semana, ela filmou o assediador, que foi preso após persegui-la para fora do trem. Apesar disso, tem dificuldades de dormir e sequer consegue ficar sozinha com a filha.

Ela ainda comentou que foi ameaçada pela mulher do assediador, que alega que ele foi acusado "por engano" pela segunda vez, em um post no Facebook.

"Ela falou que viria atrás de mim, que é a segunda vez que, 'por engano', estão cometendo 'essa injustiça' com ele, porque ele 'é um trabalhador e um homem íntegro'. Ela disse que sou maluca e usou palavras chulas sobre mim. E no fim, escreveu: 'Larissa, eu vou atrás de você", relatou a vítima.

Larissa falou das dificuldades de voltar a uma vida normal: "Não consegui ir para casa. Minha filha tem 11 meses e não consegui ficar sozinha com ela até agora", afirmou Larissa, em entrevista ao Encontro, da TV Globo.

"Preciso de ajuda, não estou dormindo. Fiquei mais de 24h sem me alimentar. Meu esposo e minha família estão do meu lado, porque nem consigo ficar com ela, porque tenho episódios de medo. De noite ainda é pior, parece que fica ainda mais longa", relatou ela.

Larissa fez novamente o relato do assédio, quando estava em um trem, voltando para casa. O homem a encarava, olhando para suas pernas, se masturbou no vagão, que tinha mais pessoas, e ainda a perseguiu para outro vagão e a caminho da delegacia para onde Larissa se dirigiu para fazer uma denúncia.

Os vídeos publicados por Larissa no Twitter viralizaram e mostram o homem tentando esconder o rosto com a mochila e ela o acusando e tentando constrangê-lo, para que pare com a atitude. "Você é um moleque! É isso que você é! Enquanto as mulheres não abrirem a boca, você vai continuar fazendo isso", gritou Larissa. "Tá com vergonha?", perguntou ela, no vídeo, enquanto ele se esconde com uma mochila.

SuperVia lamenta episódio

Em nota enviada a Universa, a concessionária SuperVia informa que tentou contato com Larissa pelo seu perfil em uma rede social assim que tomou conhecimento do fato, para prestar o atendimento adequado, mas até o momento não houve retorno. A empresa avisou ainda que está à disposição para auxiliar as investigações policiais, no que for possível. E finaliza, na nota:

"A SuperVia não tolera casos de desrespeito às mulheres, inclusive o tema é pauta de diversas campanhas de comunicação e eventos promovidos pela concessionária e parceiros. Além disso, os agentes de controle recebem treinamento para atuar em trens e estações, dando apoio e orientação aos clientes em situações de assédio. Quando procurados, estes agentes acionam a Polícia Militar, ação que, por vezes, culmina em detenções ou prisões. O Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) é o órgão da PM responsável pelo patrulhamento no sistema ferroviário. A concessionária também disponibiliza um carro exclusivo para as mulheres em cada trem, devidamente identificado, entre 6h e 9h e das 17h às 20h".

Violência contra a mulher