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Homem é preso suspeito de estuprar e manter a enteada em cárcere privado

Homem está detido na 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) após ser acusado de estuprar e manter em cárcere privado a própria enteada - Divulgação/Polícia Civil
Homem está detido na 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) após ser acusado de estuprar e manter em cárcere privado a própria enteada Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Bruna Chagas

Colaboração para o UOL, em Manaus

12/02/2020 18h02

Um homem de 50 anos foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (10) em Borba, cidade que fica ao Sul de Manaus, por estuprar e manter em cárcere privado a própria enteada, uma jovem de 20 anos, desde os nove anos de idade.

Segundo a Polícia Civil, o homem esperava sua mulher sair para trabalhar, momento em que aproveitava para abusar sexualmente da criança.

De acordo com a polícia, a jovem estava presa há mais de uma semana na casa onde mora, situada no bairro São José, e conseguiu fugir do local após o suspeito sair para deixar o filho dela, uma criança de três anos, na escola. Segundo as autoridades, a jovem teve ajuda de um tio para fugir do local.

De acordo com Carla Vieira, escrivã e coordenadora da 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), o suspeito não deixava a jovem sair ou ter um celular para evitar que ela denunciasse os abusos. A escrivã ainda relata que, quando o suspeito saía de casa, ele trancava a porta, levava a chave e ainda ameaçava a vítima.

Carla ainda ressalta que a jovem disse ter relatado os abusos à mãe, mas a mesma dizia que as acusações eram "mentiras". A escrivã ainda explicou que a polícia está investigando a possibilidade de o filho da vítima ser do próprio padrasto.

O homem foi autuado em flagrante por cárcere privado e estupro. Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, o infrator ficará custodiado na 74ª DIP, à disposição da Justiça.

A reportagem entrou em contato com a defesa do acusado, que negou as denúncias. Em depoimento à polícia, o suspeito disse que tudo era "invenção da enteada".

A reportagem também tentou contato com familiares da vítima, mas não teve retorno até o momento da publicação.

Violência contra a mulher