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"Ele me prendeu na cama e forçou sexo oral", diz testemunha sobre Weinstein

24.10.2018 - A assistente de produção Mimi Haleyi durante coletiva de imprensa onde detalhou suas acusações contra Harvey Weinstein - Getty Images
24.10.2018 - A assistente de produção Mimi Haleyi durante coletiva de imprensa onde detalhou suas acusações contra Harvey Weinstein Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/01/2020 14h15Atualizada em 27/01/2020 17h12

Resumo da notícia

  • Mimi Haleyi testemunhou contra Harvey Weinstein em julgamento hoje
  • Assistente de produção alega que Weinstein a assediou em 2006
  • Haleyi disse que o produtor a prendeu na cama e fez sexo oral nela durante incidente
  • Outras quatro mulheres ainda devem testemunhar contra Weinstein no tribunal

A assistente de produção Mimi Haleyi testemunhou hoje contra Harvey Weinstein durante o julgamento do produtor por acusações de assédio sexual e estupro. Segundo ela, Weinstein a prendeu na cama e fez sexo oral nela em 2006.

Haleyi reafirmou pontos de sua denúncia inicial: ela e Weinstein se encontraram pela primeira vez no Festival de Cannes, onde trocaram palavras amigáveis. Meses depois, o produtor conseguiu um emprego para ela no reality show Project Runaway.

Foi durante uma reunião no apartamento de Weinstein em Nova York, no mesmo ano, que o assédio aconteceu, segundo relato dela. No começo da conversa, disse Haleyi, o produtor foi "normal, amigável" enquanto eles discutiam sobre a carreira dela.

"Chegou um ponto em que ele veio em minha direção, tentando me beijar", contou. "Eu levantei do sofá e disse: 'oh, não'. Eu o rejeitei e o empurrei para longe, mas ele continuava voltando, tentando me beijar e me apalpar, me puxando na direção dele."

"Eu estava andando para trás enquanto ele vinha na minha direção. Ele me direcionou até um quarto, onde eu caí de costas na cama. Eu tentei levantar, mas ele me segurou e me prendeu na cama", disse.

"Eu o rejeitei muitas vezes, mas ele insistiu. Ele me apertava no colchão e me segurava pelos braços. Foi aí que eu entendi o que estava prestes a acontecer", testemunhou a seguir Haleyi.

"Depois de um tempo, eu vi que não ia conseguir escapar. Eu me desliguei do meu corpo completamente. Ele forçou sexo oral em mim. Eu estava menstruada, usando um absorvente. Eu estava muito envergonhada. Eu disse 'não' várias vezes. 'Não, não faça isso'", continuou.

Os advogados de defesa de Weinstein insistiram que o produtor teve um "relacionamento consensual" com Haleyi, e apontaram que a acusadora mandou mensagens de texto e e-mails amigáveis para o produtor por anos após o incidente apontado por ela.

As acusações da assistente de produção são uma das duas que realmente contam para o julgamento. O nome dela e o de Jessica Mann, que alega que Weinstein a estuprou em 2013, são os únicos citados especificamente no processo.

Além das duas, o júri também vai vouvir outras quatro acusadoras de Weinstein, que o juiz permitiu testemunharem para "estabelecer um padrão de comportamento predatório" por parte do produtor.

Uma delas, a atriz Annabella Sciorra, já relatou sua experiência com Weinstein no julgamento.

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