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Falar que ama um filho mais do que o outro prejudica famílias, diz estudo

Tratar irmãos de forma diferenciada pode acarretar sérios problemas para eles na vida adulta, mostram pesquisas - iStock
Tratar irmãos de forma diferenciada pode acarretar sérios problemas para eles na vida adulta, mostram pesquisas Imagem: iStock

De Universa

25/12/2019 12h28

Pesquisas americanas vêm mostrando que tratar um filho de maneira diferente dos outros pode causar muitos problemas entre irmãos desde cedo. Segundo psicólogos ouvidos pelo site "Brightside.me", esse fenômeno conhecido como "Trophy child" ("Criança troféu, numa tradução livre") pode fazer com que os membros da família se afastem, ou ainda que o relacionamento entre eles se resuma a brigas.

De acordo com os profissionais, os desentendimentos ocorrem, entre outras coisas, porque a criança favorita, na fase adulta, se sentirá culpada por seus irmãos não terem recebido tanto amor. E a criança menos amada pode pensar que é culpa dela não ter recebido atenção dos pais.

Outros problemas sérios apontados pelos estudiosos: a criança favorita pode não apenas se sentir autoconfiante, mas também se tornar narcisista. E se isso acontecer ela passa a acreditar que é melhor do que os outros, além de ter dificuldades em manter amizades, por exemplo. Já a que recebe menos atenção pode se tornar uma pequena adulta, porque se sente na obrigação de ser perfeita, com medo de que seus pais os amem ainda menos.

Diante desses dados, os pesquisadores ensinam que é normal as crianças quererem atenção, mas que quando se afasta uma delas, aquela pessoa fará o possível para recuperar essa atenção. "O problema é que eles inconscientemente escolhem o tipo de comportamento 'errado'", afirmam. E essas atitudes podem resultar em agressão, lágrimas ou muito apego. Além disso, esse filho também poderá rejeitar os pais na fase adulta, uma vez que as crianças refletem o comportamento deles.

"A paternidade negligente pode ferir uma criança, limitar o desenvolvimento do cérebro e criar uma diminuição na curiosidade de explorar, ler e aprender em geral", concluem os pesquisadores.