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Violência contra a mulher


Funcionária do MEC morre enforcada; polícia investiga possível crime sexual

Leticia Sousa Curado (à esq) foi encontrada morta. Marinésio dos Santos Olinto é o principal suspeito - Reprodução/Instagram - Polícia Civil
Leticia Sousa Curado (à esq) foi encontrada morta. Marinésio dos Santos Olinto é o principal suspeito Imagem: Reprodução/Instagram - Polícia Civil

Jéssica Nascimento

Colaboração para Universa

26/08/2019 17h47

O corpo de Letícia Sousa Curado, funcionária terceirizada do Ministério da Educação, foi encontrado hoje pela Polícia Civil do Distrito Federal. Marinésio dos Santos Olinto, suspeito de cometer o assassinato, foi preso ontem e confessou o crime, levando os policiais até o local onde estava o corpo. A mulher, de 26 anos, estava desaparecida desde a última sexta-feira.

À Universa, Fabricio Augusto Machado, delegado que investiga o caso, disse que a mulher foi morta após aceitar carona do cozinheiro. No caminho, ela teria resistido às investidas sexuais do investigado, que a enforcou até a morte. Na companhia da advogada, ele levou os policiais até o corpo, que estava em uma manilha às margens da estrada, no sentido Vale do Amanhecer.

A polícia chegou até o suspeito após imagens do circuito interno de segurança de uma rua na região do Arapoangas, em Planaltina, registrar o carro dele em frente à parada de ônibus onde a jovem estava. Eles conversam por dez segundos e Letícia entrou no veículo. Depois, ela não foi mais vista.

Segundo o delegado, a principal suspeita é de que Olinto tenha oferecido o serviço de transporte irregular para Letícia e cobrado R$ 5 pelo trajeto até a Esplanada dos Ministérios.

Dentro do veículo, foram encontrados objetos pessoais dela: um celular, relógio, fichário e o carregador do aparelho.

"Antes de encontrarmos o corpo, a delegacia de Planaltina tratava esse caso como sequestro. O suspeito disse que comprou tudo por R$ 150 e apesar das imagens, nega que a jovem teria entrado no carro", disse o delegado.

Olinto não tem passagens pela polícia, é casado, trabalha como cozinheiro em Planaltina e tem uma filha de 16 anos. Na delegacia, primeiro ele contou que foi levar a filha ao colégio por volta de 7h e, às 9h, foi pra casa da irmã, uma chácara que fica no Vale do Amanhecer, também em Planaltina. O homem não soube explicar pra polícia o que fez durante essas duas horas.

Interrogado novamente pela polícia, Olinto confessou que foi o autor do assassinato de Leticia e ainda admitiu o homicídio de Genir Pereira de Souza, desaparecida em 12 de junho deste ano, em frente ao Condomínio La Font, no Paranoá. Nesse momento, o suspeito está no 31º Distrito Policial prestando depoimento.

Marinésio ficará preso temporariamente por 30 dias. Leticia era casada há oito anos e tinha um filho de três. A Universa, o marido da vítima contou que a família suspeitou que algo estava estranho quando ela não apareceu para almoçar com a mãe, por volta de 12h.

"Ela saiu atrasada de casa e pediu dinheiro para pegar um transporte irregular para chegar a tempo no trabalho. Quando deu 12h, a mãe dela ficou preocupada porque ela não atendia o telefone e nem respondia às mensagens. Minha sogra foi até o prédio do Ministério da Educação e lá descobriu que ela sequer tinha ido trabalhar. Às 15h, o celular já estava desligado", conta o educador físico Kaio Sousa.

O filho pequeno ainda não sabe da morte da mãe. Segundo Kaio, a família está devastada. "Não sei o que vou fazer. Não durmo há três dias. Ela era uma ótima mãe, uma esposa exemplar. Estamos destruídos", disse.

Errata: o texto foi atualizado
O condomínio La Font, citado na matéria, fica no Paranoá, e não em Planaltina. A informação foi corrigida
Diferentemente do que informou o quinto parágrafo da matéria, o carro era do suspeito, e não da vítima. A informação foi corrigida.
Diferentemente do que informou a legenda da foto, o nome do suspeito é Marinésio dos Santos Olinto. Fabricio Augusto Machado é o delegado do caso. A informação foi corrigida.

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