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Mães e filhos

Aos 31, essa mãe doou seu útero para ajudar uma desconhecida a engravidar

Heather Bankos - Reprodução
Heather Bankos Imagem: Reprodução

Da Universa

03/06/2019 15h31

Em relato à revista "Time", Heather Bankos detalhou a decisão de doar o seu útero para um projeto desenvolvido na Baylor Univeristy Medical Center, em Dallas, nos Estados Unidos.

O programa em questão tem como intuito ajudar mulheres que possuem a síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, condição congênita que faz com que o útero das mulheres seja subdesenvolvido ou ausente.

Da Pensilvânia, Heather trabalha como enfermeira em uma UTI neonatal e é mãe de três crianças, de 8, 6 e 3 anos. Para ela, ter feito a doação é a oportunidade de passar para outra mulher não só o direito de engravidar, mas de desfrutar da maternidade.

"Eu simplesmente adorei estar grávida de meus filhos. Eu me senti incrível e muito confortável com meu corpo. Adorei ter esse vínculo secreto com meu bebê. Eu sou uma daquelas mães que faz com que as pessoas que que não querem engravidar digam: 'Eu não sei como você faz isso'", conta.

A jovem teve conhecimento sobre o programa desenvolvido pela BUMC na internet. Na época, ela cogitava ser barriga de aluguel, mas decidiu conhecer essa nova alternativa, decisão que contou com o apoio do marido.

"Cinco meses após a triagem, eles entraram em contato comigo afirmando ter uma receptora para meu útero. Eu estava superanimada. No dia anterior à cirurgia, eu sorria de orelha a orelha. Finalmente poderia fazer algo por outra pessoa. A mulher, que receberia meu útero, me enviou alguns cartões e um presente, e eu enviei alguns cartões de volta. Mencionei que gostaria de conhecê-la algum dia, mas não podia, pelo menos, até que ela tivesse dado à luz".

A cirurgia levou 11 horas para ser feita e foi conduzida por robô cirúrgico. Segundo a instituição de pesquisa, ela foi a segunda mulher a se submeter a esse tipo de procedimento "digital", que tirou dela as trompas e o útero, mantendo apenas os ovários.

"É uma coisa incrível e fiquei feliz por ter feito parte disso. Toda mulher que quer filhos deve ter esse direito. Eu realmente sinto que foi meu propósito ajudar alguém, seja alguém que conheço ou uma completa desconhecida. Eu faria de novo em um piscar de olhos", opinou.

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